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9 de agosto de 2010

Carregando conteúdo dinamicamente enquanto move a barra de rolagem

Sites como o facebook e orkut usam um efeito muito interessante de carregamento de conteúdo de acordo com a posição da barra de rolagem. O site carrega apenas uma parte dos dados e quando o usuário vai descendo a barra de rolagem o site se encarrega de pegar mais dados no servidor para exibir.

O efeito é simples de fazer e muito útil, pois o servidor não precisará carregar todos os dados de uma só vez. Para fazer isso utilizaremos o JQuery.

Vamos utilizar o código HTML abaixo, os estilos foram colocados direto no código apenas para fins didáticos, não façam isso.


<html>
  <head>
    <title>yLog Scroll Tutorial</title>
  </head>
  <body>
    <div id="content" style="width:120; height:100px; overflow-y:scroll;">
      <ul style="position: relative;">
        <li>item 1</li>
        <li>item 2</li>
        <li>item 3</li>
        <li>item 4</li>
        <li>item 5</li>
        <li>item 6</li>
        <li>item 7</li>
        <li>item 8</li>
        <li>item 9</li>
        <li>item 10</li>
      </ul>
    </div>
  </body>
</html>

Ao abrir esse HTML no navegador aparecerá uma lista de itens com uma barra de rolagem. O que queremos é que ao rolar a barra até o fim novos itens apareçam. Para carregar conteúdo dessa forma usa-se AJAX, nada muito complicado, mas a maior dúvida é como saber se a barra chegou ao final.

Primeiro importe o JQuery, adicione a linha abaixo entre as tags <head></head>. É uma boa prática importar ele direto do Google.


<script src="http://ajax.googleapis.com/ajax/libs/jquery/1.2.6/jquery.min.js" type="text/javascript"></script>

Existe um evento chamado "scroll", nome mais óbvio impossível. Vamos usar ele para fazer algo quando a barra for rolada. Adicione esse código logo abaixo a linha que importa o JQuery.

<script>
  $(document).ready(function() {
    $("#content").scroll(function() { 
      //fazer algo aqui
    });
  });
</script>

Com os métodos scrollTop() e height() é possível saber o quanto foi rolado e a altura da div, mas essa não é a altura total, ela é a altura apenas do que está sendo exibido. Para saber o tamanho total da div é necessário usar a propriedade .scrollHeight. Com esses três valores é possível fazer o cálculo para saber se a rolagem chegou ao fim. O quanto foi rolado somado a altura de exibição da div será igual ao tamanho total da div quando a barra de rolagem chegar ao final. No código isso seria: $(this).scrollTop() + $(this).height() == $(this).get(0).scrollHeight.

Atualizando nosso script:

<script>
  $(document).ready(function() {
    $("#content").scroll(function() { 
      if ($(this).scrollTop() + $(this).height() == $(this).get(0).scrollHeight) {
        // a rolagem chegou ao fim, fazer algo aqui.
      }
    });
  });
</script>

Dentro do if você só precisa usar AJAX para pegar os dados do servidor. Ficaria algo mais ou menos assim:


<script>
  $(document).ready(function() {
    $("#content").scroll(function() { 
      if ($(this).scrollTop() + $(this).height() == $(this).get(0).scrollHeight) {
        $.ajax({
          type: "post",
          url: "/maisitems/",
          success: function(data) {
            //manipula os dados
            $("#content ul").append("<li>" + item + "</li>");
          },
          error: function() {
          }
        });
      }
    });
  });
</script>


O código completo do HTML + Javascript fica assim:


<html>
  <head>
    <title>yLog Scroll Tutorial</title>
    <script src="http://ajax.googleapis.com/ajax/libs/jquery/1.2.6/jquery.min.js" type="text/javascript"></script>  
    <script>
      $(document).ready(function() {
        $("#content").scroll(function() { 
          if ($(this).scrollTop() + $(this).height() == $(this).get(0).scrollHeight) {
            console.log("fim");
            $("#content ul").append("<li>item x</li>");

            $.ajax({
              type: "post",
              url: "/maisitems/",
              success: function(data) {
                  //manipula os dados
                  $("#content ul").append("<li>" + item + "</li>");
              },
              error: function() {
              }
            });
          }
        });
      });
    </script>
  </head>
  <body>
    <div id="content" style="width:120; height:100px; overflow-y:scroll;">
      <ul style="position: relative;">
        <li>item 1</li>
        <li>item 2</li>
        <li>item 3</li>
        <li>item 4</li>
        <li>item 5</li>
        <li>item 6</li>
        <li>item 7</li>
        <li>item 8</li>
        <li>item 9</li>
        <li>item 10</li>
      </ul>
    </div>
  </body>
</html>

Espero que tenham gostado dessa dica. Se necessário gravem esse código final, ele pode ser útil.

22 de maio de 2007

Instalando Anjuta 2.1.3 no Ubuntu

Um usuário recém chegado ao Linux muitas vezes se sente perdido ao procurar um IDE para programação em C/C++. Ao perguntar a um usuário mais experiente provavelmente ele receberá a resposta para usar Vim ou Emacs. Estes editores podem ser bem poderosos, mas estão longe de ser amigáveis. Depois de rejeitar um desses editores "estranhos", a próxima opção parece ser um IDE chamada Anjuta. Por mais que seja uma boa solução o Anjuta que está nos repositórios do Ubuntu é uma versão bem antiga que pode novamente lhe frustrar.

Mas nada está perdido. Você pode usar a versão novinha do Anjuta. Por que não? Esta nova versão está bem mais organizada e tem uns novos plugins bem úteis. Vamos ao passo a passo para instalação.
  1. Desinstale o Anjuta (se ele estiver instalado)
  2. Abra o terminal
  3. Digite: sudo gedit /etc/apt/sources.list
  4. Acrescente a seguinte linha ao arquivo: deb http://anjuta.org/apt ./
  5. Salve e feche o arquivo
  6. Digite ainda no terminal: sudo gedit /etc/apt/preferences
  7. Copie e cole as seguintes linhas:
    Package: anjuta
    Pin: version 2.*
    Pin-Priority: 990

    Package: anjuta-common
    Pin: version 2.*
    Pin-Priority: 990

    Package: anjuta-dev
    Pin: version 2.*
    Pin-Priority: 990
  8. Salve e feche o arquivo.
  9. Digite no terminal: sudo apt-get update
  10. Para finalizar, instale o Anjuta: sudo apt-get install anjuta
Se você necessita de um IDE bem integrada com o ambiente Gnome vale a pena conferir essa versão do Anjuta.

Também é importante lembrar que não é necessário o uso de um IDE para programar, muita gente na verdade nem gosta, mas que facilita em muitos casos ninguém pode negar.

3 de março de 2007

VIM IDE - code folding

Se tinha uma coisa que eu achava uma das mais estranhas no VIM era o seu code folding, aquele recurso de esconder várias linhas em apenas uma. A maioria dos editores deixam claro onde você pode dobrar o seu código para ele ficar resumido, mas no VIM não tinha nada parecido.

Não tinha? Engano meu.

A receita para ter um guia para as dobras do seu código é essa:
  1. Ative o tipo de dobra que você deseja usar, para o modo de sintaxe, por exemplo, o comando é set fdm=syntax. Para mais modos utilize o menu do Gvim (Ferramentas > Dobra > Modos de dobras)
  2. Ative a barra lateral onde aparecerá o guia para as dobras. O comando é set fdc=2, onde o número dois é a largura da barra.
Esses comandos podem ser adicionados ao seu arquivo vimrc para que seu VIM já inicie com as configurações necessárias para um code folding completo.

O atalho para abrir/fechar dobras é o za, simples e rápido, mas clicar com o mouse em um + ou um - é bem mais intuitivo.

19 de fevereiro de 2007

Vídeo tutorial - como usar o Yahoo Pipes

Muito barulho foi feito sobre o lançamento da nova ferramenta do Yahoo, o Pipes, com ela você poderia personalizar seus feeds, juntar com resultados de buscas e agregar várias outras operações inimagináveis dando origem a o chamado pipe.

Como bom curioso, eu corri para fuçar o novo serviço, entretanto, acredito que outras pessoas também tiveram a mesma reação, ao começar a mexer veio a minha cabeça algo do tipo "wtf??? como eu uso isso?".

Passado o susto inicial, eu acabei encontrando uns vídeos tutoriais no blog Useful Videos que clarearam um pouco a maneira de usar o Yahoo Pipes.

Tá, não é tão difícil assim, mas se tem gente que acha que RSS é coisa de geek, então o Pipes deve ser coisa de hacker profissional elevado ao quadrado.

17 de fevereiro de 2007

VIM IDE - executando comandos externos

O VIM é um editor de texto que mais parece um canivete suiço, ele faz tudo e mais um pouco (sem perder a leveza). Continuando a série de dicas ensinando como usar algumas funções típicas de um IDE no VIM eu irei mostrar como executar comandos externos.

Para executar um comando externo, primeiro vá para o modo de comando, tecle ESC e depois :. Você pode digitar o comando que quiser executar precedido de uma !. Por exemplo, :!gcc meu_programa.c. Agora você pode compilar e testar seus programas sem sair do VIM.

Outro recurso interessante é a possibilidade de redirecionar a saída de um comando para o texto do documento que está sendo editado. Vamos a um exemplo para explicar melhor.

O comando seq 5 no terminal gera uma seqüencia que começa em 1, depois 2, 3 até o 5, com um número por linha. Para jogar essa saída no VIM você deve usar o comando :%!seq 5 dentro do editor.

O problema de usar o comando acima é que ele substitui o texto já existente no arquivo, o que muitas vezes atrapalha, porém o VIM não ia nos deixar na mão. Para adicionar o texto ao invés de substituí-lo posicione o cursor onde o texto será incluido e use o seguinte comando :r!seq 5.

Quanto mais você aprende a usar o VIM menos falta você sente de IDEs pesadas, que ajudam, mas que não precisam nos tornar reféns.

25 de janeiro de 2007

Tutorial: Como inserir um anúncio do Adsense no seu post do Blogger

O post antigo foi removido por quebra no regulamento do AdSense, por favor sigam esse link: Como Exibir Anúncios AdSense Dentro do Post - Novo Blogger.

Valeu Nospheratt pelo toque.

15 de janeiro de 2007

Fazendo backup do seu site hospedado no novo Blogger

Eu já li algumas vezes sobre falhas no Blogger nas quais os usuários tinham seus blogs apagados ou hackers invadiam sua página, coisas terríveis que eu espero que não aconteça com ninguém. Como não pretendo ainda ter um host próprio, eu resolvi me prevenir fazendo backup do meu blog.

Esse tutorial será útil tanto para usuário de Linux como de Windows, o Httrack, programa que vamos utilizar, existe para os 2 sistemas operacionais. Para instalar no Ubuntu digite sudo apt-get install httrack no terminal.

Os próximos passos foram testados por mim no Ubuntu, em outras distribuições os passos deverão ser os mesmo e no Windows eu também acredito que sejam bem parecidos.
  1. Abra o terminal e digite httrack para iniciar o programa.
  2. Digite o nome do projeto quando aparecer "Enter project name"
  3. Agora digite o diretório que você deseja salvar o site, por exemplo, /home/ylog/meusite
  4. Quando aparecer a mensagem "Enter URLs", faça o que ele pede, digite a URL.
  5. O próximo passa tem várias opções para você escolher, no nosso caso escolha a opção 1.
  6. Para o proxy não precisa digitar nada, apenas tecle enter, a não ser que você queira usar um proxy.
  7. No próximo campo também não é necessário digitar nada, tecle enter.
  8. Agora você precisa digitar o seguinte: -*/*search* -*/*widget*, assim mesmo separado por um espaço em branco, isso vai agilizar muito o tempo de backup e não vai baixar coisas desnecessárias.
  9. Tecle Y para confirmar
  10. Espere :D
Feito isso você terá um cópia de todo o seu site no computador e assim poderá dormir sossegado.

10 de janeiro de 2007

VIM IDE - configurando o navegador de arquivos

Um dos editores mais antigos para linux também pode ser sua ferramenta para programação, muitas pessoas usam ele e garantem que não há nada melhor se falando em editores de texto (talvez o Textmate cale alguns). As duas principais dificuldades para usar o VIM são os seus atalhos nada convencionais e a necessidade de fazer várias configurações para ele atender todas as suas necessidades.

Como o VIM é altamente customizável é muito difícil mostrar todas as configurações utilizadas, muitas vezes o que é bom pra mim não é para você. Nesse post eu vou mostrar como configurar o navegador de arquivos no VIM. Nada melhor do que ter aquela lista de arquivos do lado do seu código, pois quanto menos esforço com bobagem melhor.

O VIM já vem com um navegador de arquivos embutido, porém os recursos oferecidos não atendem as exigências de várias pessoas. Para ter um navegador de arquivos melhor vamos usar o script VTreeExplorer. Faça o download dele e o próximo passo será sua instalação.

Descompacte baixado o arquivo e copie as pastas "doc" e "plugin" para o diretório "~/.vim". Pronto já está instalado! Para testar é só abrir o VIM, digitar :VSTreeExplore e enter.

Xii, dividiu a tela no meio, os arquivos estão fora de ordem, que bagunça!

Calma, agora é que vem a "mágica". Vamos configurar o VTreeExplorer, o VIM é assim 1001 possibilidades, você tem que configurar como gosta. Eu não concordo muito com essa idéia deles, mas o poder por trás do editor é muito grande.

Os passos descritos agora vão fazer com que o comando :VSTreeExplorer divida a tela verticalmente e liste os arquivos do lado esquerdo.

Primeiro abra o arquivo ~/.vimrc, o arquivo de configuração do VIM. Agora você precisa adicionar as seguintes linhas ao arquivo:
let treeExplVertical=1
let treeExplDirSort=1
Feche e abra o VIM para aplicar as alterações e agora digite novamente :VSTreeExplorer para ver o resultado.

Oba agora eu gostei ficou muito bom!

Para finalizar vou ensinar alguns atalhos úteis na utilização do navegador de arquivos. O primeiro deles é o atalho "a", ao teclar a letra "a" o navegador alternará entre mostrar ou não os arquivos ocultos. O segundo é o atalho "C" (shift-c), coloque o cursor em cima de um diretório e tecle shift-c, com isso o VTreeExplorer começará a listar os arquivos do diretório no qual o cursor estava posicionado. O último deles é o "?", sua função é mostrar um simples help que traz uma pequena lista com os atalhos que você pode usar. Pintou uma dúvida? Esqueceu um atalho? Tecle "?" no buffer do navegador de arquivos.

Espero ter ajudado quem precisava dessa funcionalidade e não sabia o que usar, e também espero ter desmistificado um pouco o VIM. O maior segredo, mesmo que pareça chato, é o help do plugin. A primeira vez que eu usei o VTreeExplorer também não gostei, mas aí eu fui vendo que ele era utilizado por outras pessoas e acabei resolvendo ler o seu help. Várias dúvidas foram sanadas e hoje posso guiar de uma forma mais amigável que está em dúvida.

2 de janeiro de 2007

Gedit IDE (parte 2)

Para complementar o post passado sobre o Gedit resolvi dar detalhes de como deixar seu editor do jeito do vídeo, quais plugins instalar e como usá-los.

Plugins utilizados

Advanced Editing: Esse plugin não aparece no vídeo, mas eu tenho certeza que ele vai ser muito útil em qualquer edição de texto. Com ele você terá os seguintes recursos adicionados:
  • Deletar caractere
  • Deletar caractere anterior
  • Deletar palavra
  • Deletar palavra anterior
  • Deletar até o fim da linha
  • Deletar linha
  • Remover espaços em branco
  • Reduzir espaços em branco
Para utilizar melhor esses novos comandos eu recomendo a criação de atalhos, pois você não querer abrir o menu toda vez que quiser executar alguma dessas operações (ou vai?), para criar esse atalhos abra o terminal e digite "gnome-ui-properties". Uma janela se abrirá, nela marque a opção "Atalho de menu editável". Agora você já pode setar atalhos para qualquer entrada do menu de um aplicativo do gnome, para isso deixe o mouse em cima da opção do menu e tecle o atalho desejado.

Auto Completion

Esse plugin é bastante útil e prático, ele completa palavras com a tecla TAB no mesmo estilo do terminal do Linux. Esse recurso é praticamente fundamental para os editores de textos com foco na programação.

Bracket Completion

Outro importante plugin para agilizar a edição de arquivos. Com ele parênteses, colchetes e chaves são fechados automaticamente. Nada de deixar acontecer erros por falta de algum bracket fechado.

Class Browser


Esse plugin vocês viram bem no vídeo. Com ele instalado um painel lateral é adicionado ao gedit, onde é mostrado informações sobre classes e métodos do seu programa.

Code Comment

Comenta e descomenta trechos do código através de dois atalhos, ctrl+m e ctrl+shift+m respectivamente.

File Browser

Esse era um dos plugins que os usuários mais desejavam, um navegador de arquivos na barra lateral do editor. Super útil para quem alterna muito entre os arquivos durante um projeto.

Terminal

Nada como ter um terminal facilmente acessível, com esse plugin você não vai precisar abrir mais um programa (terminal) para executar alguma operação necessária.

Snippets (Trechos)

Esse é o plugin que eu mais gosto, ele imita os recursos dos snippets do editor Textmate, se você gastar um pouco de tempo configurando ele para atender suas necessidades eu tenho certeza que essa será uma ferramenta indispensável para edição dos seus códigos.

Com todos esses plugins instalados o seu gedit ficará com a maior cara de IDE. É díficil substituir IDEs mais consagradas como o Eclipse, porém o gedit aos poucos vai se aproximando bem da maioria dos editores para programação que existem por aí.

29 de dezembro de 2006

Gedit IDE

O editor de texto padrão do ambiente Gnome ultimamente vem se tornando algo mais. Com a inclusão do suporte a plugins escritos em Python uma grande quantidade de recursos foram adicionados ao Gedit, o que vem possibilitando um crescimento do mesmo.

Para apresentar algum desses recursos que estão tornando o simples editor é uma ferramenta poderosa para os programadores eu criei um screencast mostrando alguns recursos interessantes, entre eles temos os famosos snippets, temos também um class browser e ainda um terminal embutido no editor.

Com a nova versão do Gtksourceview o Gedit deve ganhar ainda mais força e dessa forma teremos um editor interessantíssimo como padrão do Gnome.

Se você ficou curioso para saber como gravar seus screencasts vejam esse post que fala sobre o programa record my desktop.

23 de dezembro de 2006

Autorando DVDs no Linux

Durante muito tempo eu procurei uma ferramenta para criação de DVDs com menus, legendas, edição de capítulos e outras coisinhas que funcionasse no Linux. Eu nunca tinha encontrado um bom o suficiente para fazer um tutorial realmente interessante para quem precisa de um aplicativo assim.

O ManDVD é um programa que usa bibliotecas do KDE, mas que pode ser usado normalmente no Gnome, que tem muitos recursos para uma autoração de qualidade de um DVD. Faça o download do ManDVD aqui: http://kde-apps.org/content/show.php?content=38347. Depois disso instale o programa de acordo com sua distribuição e execute-o.

Ao abrir o ManDVD uma janela aparecerá (figura 1), nela você pode escolher começar um novo projeto ou carregar um já existente. No nosso caso vamos começar um projeto novo. Escolha uma pasta de destino (destination folder) onde o programa irá criar arquivos temporários para criação do DVD e onde ele criará o resultado final. Aconselho que você crie uma nova pasta. No campo Standard coloque NTSC e no campo size escolha a resolução 720x480. Para finalizar confirme.

Screenshot do ManDVD
(Figura 1)


Agora precisamos adicionar o(s) vídeo(s) ao nosso DVD. Para isso clique em "Add a video to your project" que fica no menu lateral. Uma nova janela será aberta (figura 2) e nela você poderá escolher se quer que o vídeo seja representado no menu por uma imagem ou por um texto. Se você não escolher nenhuma imagem o vídeo aparecerá no menu com o nome definido no campo "video title". Há varias maneiras de selecionar a imagem, uma é importando uma imagem do seu computador e outra é capturando do próprio vídeo (botão extract an image from the video). Depois de tudo escolhido clique em OK.

Screenshot do ManDVD
(Figura 2)


Após o vídeo ser adicionado você pode definir os capítulos e/ou adicionar legenda. Para fazer isso use os botões "Define chapters" e "Subtitle management" respectivamente.

Escolha quantos vídeos desejar e sempre fique de olho no campo "Total file size" lá embaixo do programa que informa a o tamanho total ocupado pelos arquivos.

Quando tudo estiver pronto clique em Next.

O próximo passo é o início da criação do menu (figura 3). Você pode selecionar uma imagem, um vídeo ou apenas uma cor para o background. Para isso use novamente o menu lateral. Escolhido o fundo do seu menu agora você precisa escolher a fonte usada no menu e as cores usadas nele. Ainda existe a possibilidade de adicionar uma música ao menu. Todas essas opções estão no menu lateral.

Screenshot do ManDVD
(Figura 3)


Chegou a hora da criação do menu (figura 4), clique no nome do vídeo que será adicionado ao menu e depois clique em "add video to the menu", mova a imagem/texto e posicione onde você desejar. Quando tudo estiver pronto clique em Next.

Screenshot do ManDVD
(Figura 4)


Finalmente chegamos na última tela. Primeiramente cliquem no botão "Options" lá embaixo. Na janela que será aberta (figura 5) você poderá definir a fonte da legenda, o bitrate do vídeo, etc.

Screenshot do ManDVD
(Figura 5)


Se você por acaso esqueceu alguma coisa, ou deseja fazer alguma alteração sinta-se a vontade para voltar "Previous" e fazer as devidas modificações. Antes de iniciar a criação do DVD você pode escolher a prioridade de execução, se você vai continuar usando o computador eu aconselho baixar a prioridade pra metade ou até menos, se não você pode deixar no máximo. Quando tudo estiver pronto clique em Generate DVD structure.

Esse processo pode demorar um pouco. Depois de finalizado o ManDVD lhe dar as opções de gravar o DVD com o K3b, gravar a partir do próprio programa ou criar criar uma imagem ISO. Se você não tiver o k3b insalado a segunda ou terceira opção é a melhor. Ainda há a possibilidade de gravar normalmente o DVD com os arquivos da pasta DVD criada dentro da pasta de destino que foi setada no início de todo o processo.

Eu não abordei todos os detalhes do ManDVD nesse tutorial, porém seguindo ele você já consegue fazer uma boa autoração de um DVD, em breve eu darei mais dicas para uma edição mais avançada.

Esse tutorial fica de presente de Natal para todos os leitores do blog :D

11 de dezembro de 2006

Atalhos personalizados no Ubuntu

No nosso dia-dia sempre queremos agilizar nossas tarefas, perder menos tempo com coisas supérfluas e se focar no que realmente importa. No computador não é diferente. Uma das maneiras de aumentar sua produtividade usando qualquer que seja o software é atribuir a tarefas rotineiras atalhos de teclados.

Para quem usa o Ubuntu a maneira mais simples de personalizar seus atalhos é usando a aplicação "Atalhos de Teclado" (Sistema>Preferências>Atalhos de Teclado). Lá você pode encontrar várias ações pré-definidas, a maioria já tem atalhos setados, porém existem outras que estão desativadas. Eu atribui atalhos para ações rotineiras como abrir a pasta pessoal e executar o terminal, ainda vale lembrar que abrir o menu "Aplicações" e abrir o diálogo "Executar Aplicação" já têem atalhos definidos, alt+f1 e alt+f2 respectivamente.

Ao abrir o configurador você deve ter notado uns atalhos estranhos, 0xf5, 0xe5, 0xb2. Mas o que vem a ser isso? Esses são atalhos para teclados multimídia, aqueles com um monte de botões e funções extras.

Bem... temos uma bela possibilidade agora. Se seu teclado não é multimídia não é por isso que você vai ficar sem algumas mordomias. Fique a vontade para setar todos os atalhos que você quiser e assim seu teclado de menos de R$20,00 poderá abrir vários aplicativos, aumentar som e ejetar o drive de CD com uma simples combinação de teclas.

26 de novembro de 2006

Vim: manipulando abas

É fato que o suporte a abas na versão 7 do Vim foi um belo avanço e veio para ajudar a todos que usam esse poderoso editor. Mas também é fato que o vim puro não é muito amigável e ficar digitando :comandos toda hora não é muito prático, nem rápido.

Para tornar nossa convivência com as abas um pouco mais fácil nada como criar os bons e velhos maps no .vimrc.

Pensando em abas eu lembrei logo do navegador mais popular no mundo Linux, o Firefox. Quais os atalhos usados no navegador para manipular abas?

Ctrl+Tab -> Alterna entre as abas
Ctrl+T -> Cria nova aba
Ctrl+W -> Fecha aba atual

Acredito que esses atalhos são bem populares entre os usuários do Firefox, por isso pensei em reproduzir os mesmos no Vim. Entretanto os mais familizarizados com editor sabem que o Ctrl+T já é um atalho existente, o qual adiciona um Tab a linha atual, então resolvi trocar a combinação de teclas para abrir uma nova aba. Os meus atalhos ficaram da seguinte forma:

Ctrl+Tab -> Alterna entre as abas
Ctrl+O -> Cria nova aba (o “O” foi de open)
Ctrl+W -> Fecha aba atual

E para criar esses novos atalhos para o vim é preciso adicionar as seguintes linhas ao arquivo .vimrc, que fica na sua pasta home:

” Mapeamento para manipulação de abas
map :tabnext
imap :tabnexti
map :tabnew
imap :tabnewi
map :tabclose
imap :tabclosei

Pronto está dada a dica e espero que tenham entendido e gostado da ajuda para agilizar um pouco a edição de textos com o vim.

14 de novembro de 2006

Iluminando fotos no Gimp

É horrível quando tiramos várias fotos e quando descarregamos no computador vemos que as fotos estão um tanto escuras. Vários problemas podem acarretar uma mau iluminação na imagem, mas nem tudo está perdido, o Gimp pode melhorar e muito a qualidade de suas fotos escuras.

Muitas pessoas tentam aumentar o brilho, mexer no contraste e em outros controles sem entender muito bem o que estão fazendo. Essa pode ser uma maneira de clarear a imagem, mas com certeza não é mais eficiente. A melhor maneira de fazer isso, seja no Gimp ou em qualquer outro programa, é fazer alterações nos níveis das cores.

Para ajustar os níveis de cores da sua foto no Gimp siga os seguintes passos:

  1. Abra a foto escura
  2. Clique em Camadas>Cores>Níveis
  3. Clique no botão “Automático”
  4. Faça alguns ajustes manuais em “Níveis de entrada” com o canal “Valor” e/ou nos outros canais também.

Os 3 primeiros passos são sempre bem diretos, mas o quarto passo é algo mais subjetivo, você pode ir mudando os valores e ver como vai ficando a foto, se o resultado lhe agradar é só clicar em Ok e tudo está resolvido :D

Vou postar o resultado que eu obtive com uma imagem. É importante salientar que a imagem original era bem iluminada, no próprio Gimp eu diminui o brilho e o contraste gerando a imagem escura. A terceira foto foi gerada depois do processamento descrito acima, notem as semelhanças e as diferenças da imagem original.

Imagem original:

Imagem original

Imagem escura:

Imagem escura

Imagem iluminada:

Imagem clareada

Uma observação que eu gostaria de fazer é a seguinte, as vezes a imagem não está numa qualidade muito boa e o resultado do processamento pode danificar um pouco a imagem fazendo com que certas imperfeições sejam realçadas. Uma dica para amenizar o problema é a aplicação de algum filtro do tipo Blur para suavizar as imperfeições.

29 de setembro de 2006

Baixando e convertendo vídeos do Youtube

Que o Youtube é uma página fantástica ninguém duvida, que os seus vídeos são vistos por milhares de pessoas (talvez milhões) todos sabem, que podemos encontrar vários vídeos brilhantes também não é novidade. Mas e quando queremos guardar alguns desses vídeos no computador, e se a banda da internet não for tão larga para ficar vendo vídeos toda hora. O que fazer? Com o sucesso do Youtube já começaram a aparecer programas para baixar os vídeos do site. Eu vou apresentar uma maneira de baixar e converter os vídeos usando Linux.

Para baixar os vídeos do site nada melhor do que usar o próprio navegador para fazer isso. Existe uma extensão para o Firefox chamada VideoDownloader, a qual permite que você faça download de vídeos do Youtube e também de outros sites do gênero. Para instalar a extensão entre no link: addons.mozilla.org/firefox/2390. Depois de instalar reinicie o Firefox como de costume.

Depois de reabrir o navegador um ícone aparecerá no canto inferior direito da tela (se você deixar o mouse em cima aparecerá o nome VideoDownloader). Para fazer o download do vídeo desejado entre no Youtube e clique normalmente como se fosse assisti-lo. Agora clique no ícone do VideoDownloader, com isso uma janela irá abrir com um botão com o nome “download link”, clique com o botão direito nele e escolha “salvar link como”. Será feito um download comum no firefox de um arquivo chamado get_video.

Não se preocupe com a extensão do vídeo, ela não vem correta mesmo. Os vídeos do Youtube tem um formato .flv (flash video), a qual é um formato bem incomum e não roda na maioria dos players. Como provavelmente você não vai querer um vídeo assim o próximo passo será converte-lo.

A ferramenta ffmpeg para linux tem entre seus inúmeros recursos a possibilidade de converter vídeos, o seu único problema é não ser tão amigável, já que funciona através de linha de comando. Para facilitar a minha e a vida de quem quiser eu criei para o nautilus um script que converte de flv para avi usando o ffmpeg. Para instalar o script é só copiá-lo para o diretório ~/.gnome2/nautilus-scripts e para usa-lo você só precisa clicar no arquivo .flv, clicar com o botão direito e ir em scripts>flv para avi.

Essa foi uma das maneiras que eu achei mais simples para se fazer download e converter vídeos .flv. Eu sei que existem outros programas que fazem isso, inclusive se alguém quiser recomendar alternativas podem ficar a vontade para posta-las nos comentários.

16 de setembro de 2006

Convertendo .avi para dvd usando o Avidemux

Eu escrevi esse simples tutorial há algum tempo, mas até hoje ainda continuo usando essa bela ferramenta chamada avidemux.
Quem nunca quis transformar aqueles seus vídeos em alta qualidade para assistir no seu aparelho de dvd numa televisão bem maior que seu monitor? Por causa disso fiz esse tutorial explicando como usar o avidemux, uma ferramenta poderosa e que pra mim bate qualquer outra do windows que eu conheça.
Converter vídeos .avi para mpeg2 (formato do dvd) é muito fácil com o Avidemux. Se estiver usando o Ubuntu você pode encontrar ele pelo Synaptic.
Abra o programa, clique em open e escolha o vídeo que você deseja converter. Se for detectado o audio no formato mp3 o programa perguntará se você quer construir o Time Map para o audio e o vídeo poderem ficar sincronizados. Clique em Build Time Map para o mapa ser construído. O Avidemux também pode detectar o Bitstream compactado (Packed Bitstream), clique em Yes para descompacta-lo. Depois disso o vídeo será aberto no programa. Agora vá no menu Auto>DVD e escolha as opcões de acordo com seu vídeo. Com isso o Avidemux configurará muita coisa necessária para converter de avi para dvd automaticamente, nós precisamos fazer apenas alguns ajustes. Do lado esquerdo do programa na parte de Audio clique em Filters e depois marque a opção normalize. Agora ainda do lado esquerdo só que na parte de Vídeo clique em Configure, em Encoding Type selecione Two Pass, e logo abaixo você pode selecionar com quantos megas você quer que o vídeo tenha (Lembre-se que o tamanho total do arquivo é a soma do vídeo + o audio, o avidemux tem uma calculadora que pode ajudar nessas contas).
Você pode salvar o projeto, para não ter que fazer tudo isso novamente, vá no menu File>Save Project. E finalmente vamos salvar o vídeo no novo formato, cliquem em File>Save>Save Video. Agora é só esperar, dependendo do tamanho do vídeo o processo pode levar algumas horas, mas mesmo assim eu garanto que é mais rápido que muitos programas do windows, até hoje não conheço nenhum mais veloz que o avidemux.