Mostrando postagens com marcador linux. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador linux. Mostrar todas as postagens

14 de maio de 2010

Software livre, isso não tem a ver com guerras

Eu me impressionei semana passada com alguém ainda chamando a Microsoft de inimiga e dizendo que a missão do Software Livre era distruir a empresa de Redmond. Eu me senti voltando no mínimo uns cinco anos na minha vida.

Patentes e código fechado de certa forma são ruins. Isso tudo é conhecimento não disponível e que não pode ser usado pelas pessoas do planeta.

Por outro lado, não podemos dizer que o código fechado e patentes não trazem inovação. A Apple, uma das empresas mais fechadas do mundo, até mais que a Microsoft, sempre nos impressiona com produtos brilhantes que talvez não fossem concebidos se toda uma comunidade estivesse envolvida.

Eu não quero entrar na discussão a respeito de modelos de desenvolvimento, se é melhor construir software livre ou fechado. Isso pode ser assunto de outro post, talvez. A questão principal aqui é o conhecimento.

O que é muito bonito no software livre é a disponibilização de conhecimento e a construção de mais conhecimento em cima dos ombros de outros pessoas. Software livre tem a ver com construir, compartilhar e evoluir, não com guerras contra empresas "do mal". Isso é uma grande besteira.

Infelizmente nem sempre compartilhamos nosso conhecimento com os outros, os motivos podem ser diversos, mas por favor não digam que a culpa é de uma empresa X ou de um sistema operacional Y. Se você quer lutar, lute pelo compartilhamento de conhecimento, independentemente de ser código-fonte. Compartilhe, ensine ou melhore algo, esse movimento vai muito além dos softwares.

10 de janeiro de 2010

Chrome, o melhor navegador do Linux

Há um mês atrás foi liberado para Mac e para Linux a versão beta do Google Chrome. Eu já tinha instalado o Chromium, mas nunca tinha usado ele como meu navegador principal. Quando o lançamento do beta foi anunciado eu resolvi dar uma chance e passei a usar o navegador do Google diariamente.

Para mim o Chrome é um navegador melhor em diversos aspectos do que o Firefox no Linux. Eu não esperava que o primeiro beta já possuísse uma estabilidade tão boa e a cada dia que passa eu gosto mais do navegador.

O visual clean do Chrome sempre chamou a minha atenção, eu via a interface minimalista e funcional no Windows e sabia que o Google tinha tomado uma ótima decisão. Acho que o pessoal da Mozilla também pensa assim, vocês já viram os mockups da interface do Firefox 4?

A omnibox, barra de endereço e pesquisa, do Chrome também é fantástica. O Firefox me incomodava com uma certa demora para exibir os resultados, era uma travada rápida da barra de endereço, mas era tempo suficiente para irritar um usuário. Isso felizmente não ocorre no Chrome.

A versão para Linux já veio com suporte a extensões. O Firefox ganha fácil em matéria de extensões, que é um dos pontos fortes do navegador, mas o Chrome dá os primeiros passos para trazer os desenvolvedores para o seu lado. Eu por exemplo já uso extensões do Delicious, Google Tasks e uma para abrir todos os links de email direto no Gmail.

O Chrome também tem alguns problemas. Eu sinto falta da opção de sair e salvar as abas que estão abertas. Você pode ir depois no histórico, mas não é a mesma coisa, isso exige um trabalho extra. É importante enfatizar que eu não usava tantas extensões no Firefox. Eu sei que existem pessoas que usam muitas extensões e que acham difícil se desfazer delas. Esse tipo de usuário pode discordar da minha opinião e achar o Firefox melhor que o Chrome.

Para os desenvolvedores o Chrome traz uma série de ferramentas (Menu da página atual > Desenvolvedor > Ferramentas do desenvolvedor). Eu não sei se as ferramentas do Chrome se comparam as várias extensões para desenvolvedores do Firefox, pois não tenho muita experiência com programação web. O que vocês acham, na visão de desenvolvedor web, do confronto Firefox vs Chrome? Eu gostei muito da visualização das propriedades dos elementos da página, dá para editar e ver em tempo real o resultado.

Vale a pena trocar, essa é minha opinião, mas não é só a minha, o Chrome vem ganhando market share e já ultrapassou o Safari. Se você tem problemas de lentidão e instabilidade com o Firefox como eu tinha faça um teste, instale o Chrome no Linux.

4 de janeiro de 2009

Lista de tarefas no Linux

Não é difícil a gente se sentir perdido com tantas tarefas para fazer e com aparentemente pouco tempo para realizá-las. Esse é um dos motivos que tornam os sistemas de produtividade pessoal, como o GTD, e sites pela internet que tratam do assunto bastante populares.

Não importa o sistema que você use, pode ser até algo criado por você mesmo, é muito comum que ele faça uso de To Do Lists ou, em português, uma lista de coisas a fazer.

Existe uma grande variedade de aplicativos que servem para gerenciar listas de tarefas. Temos aplicações web, desktop, para dispositivos móveis, etc.

O maior problema desses aplicativos é que a maioria deles é muito complexo. Você tem tantas opções para definir relacionadas a uma tarefa que o trabalho de adicionar 10 tarefas pode ser enfadonho o suficiente para o usuário não gostar do que está fazendo e acabar deixando o gerenciamento de tarefas de lado.

Um programa desses deve ser simples. Se for mais fácil gerenciar as tarefas numa folha de papel não faz muito sentido usar um programa de computador.

Por isso eu quero recomendar um aplicativo de To Do Lists chamado Tasque, para Linux. O programa é simples e funcional. Escreva a tarefa e pronto. Você pode também escolher a que lista você quer adicionar a tarefa, selecionar uma data ou definir a prioridade da tarefa. Apenas o texto é obrigatório, todo o resto é opcional.

Mas as vantagens não param por aí. O Tasque se integra muito bem com o Remember The Milk, uma aplicação web famosa que também serve para gerenciar suas tarefas. Agora você tem um ótimo gerenciador de tarefas para desktop e se precisar tudo vai está na internet.

E não é só isso! Como diria o narrador de propagandas do Polishop.

O processo de adicionar tarefas fica ainda mais ágil com a ajuda de outro programa, o GNOME-Do. Eu sou fã desse programa, ele agiliza várias tarefas com um simples Super(tecla do Windows)+Espaço e algumas pressionadas de teclas.

O GNOME-Do possui dezenas de plugins e um deles é para adicionar tarefas ao Tasque e consequentemente ao RTM. Assim eu só preciso chamar o GNOME-Do, descrever minha tarefa em algumas palavras, escolher a opção de adicionar tarefa ao Tasque e selecionar a lista na qual a tarefa será adicionada. Isso pode levar menos de 10 segundos para ser feito.

Esse é o setup para gerenciar tarefas que eu uso no meu dia-dia e digo a vocês que realmente funciona, é muito simples de gerenciar tudo com esse combo Tasque+RTM+GNOME-Do.

28 de março de 2008

TextFlow 0.2.3


Nova versão do TextFlow no ar! Essa versão é a última da série 0.2.x e foi mais focada em correção de bugs, entretanto também foram incluídos recursos novos, são eles:

Sistema de encoding
O usuário pode escolher qual a codificação do documento atual e também uma codificação default para os novos documentos.

Abas reordenáveis
As abas do TextFlow agora podem ser arrastadas para que você possa reordená-las.

Abrir arquivo com Drag and Drop
Um arquivo pode ser aberto arrastando ele do Nautilus e soltando no TextFlow.

Quebra de linha configurável
É possível definir o tipo de quebra de linha de um arquivo entre o usado no Linux LF ou o CR LF do Windows. Não importa qual dos dois é utilizado no arquivo texto, o TextFlow sabe manipular ambos da mesma forma, esse novo recurso é utilizado apenas para salvar o arquivo, visando a compatibilidade com outros editores.

Auto save
O TextFlow salvará todos os arquivos em intervalos de tempo definido pelo usuário.

Salvar arquivos quando o programa perder o foco
Quando o TextFlow é minimizado ou uma outra janela é colocada em foco o programa salva todas as abas. Isso agiliza o trabalho de quem escreve código e precisa alternar para um terminal ou para um navegador para visualizar o resultado. Utilizando esse recurso quando você alternar, por exemplo, para o terminal para compilar o programa os arquivos já estarão salvos.

Lembrar das abas abertas
Todas as abas que estavam abertas na última vez que o programa foi fechado são reabertas quando o TextFlow for executado novamente.

Status bar melhorada
A barra de status mostra a linha e coluna atual, o encondig usado no arquivo e se ele pode ser escrito ou é somente leitura.

Espero que vocês gostem dessa nova versão e se encontrar qualquer bug por favor reportem na página do TextFlow no Launchpad, você estará ajudando para que o projeto seja cada vez mais estável.

28 de dezembro de 2007

TextFlow 0.2.1

Nova versão lançada - TextFlow 0.2.1.

As principais novidades são:
  • Entrada no menu do GNOME.
  • Pode-se abrir os arquivos pelo Nautilus (se vários arquivos estiverem selecionados cada um será aberto em uma aba).
  • StatusBar mostrando a posição do cursor (linha e coluna).
  • Vários bugs corrigidos.
O TextFlow está disponível em tar.gz (código fonte), .deb para Ubuntu Gutsy e para os usuários do Arch Linux um pacote está disponível no AUR (thanks Sryche).

Aproveitem também para baixar esse maravilhoso "cheat sheet" com os shortcuts do TextFlow.

24 de dezembro de 2007

TextFlow 0.2

Quero desejar feliz Natal para todos os leitores do blog e também quero deixar um presente para toda comunidade, o TextFlow 0.2. Finalmente ele saiu do forno! Essa ainda é uma versão instável, apenas o primeiro release público, porém garanto que vocês ficarão surpresos com o seu potencial.

O feedback de vocês é importantíssimo para que o projeto cresça cada vez mais sólido e poderoso. Os bugs encontrados podem ser reportados de preferência no site do projeto no launchpad ou ainda nessa fase inicial estarei aceitando críticas/sugestões/bugs/etc. pelo e-mail do blog.

Para quem quiser ver o TextFlow em ação assistam o novo screencast mostrando ferramentas de edição de texto.

14 de dezembro de 2007

Banshee Lyrics

Quem me conhece sabe da minha preferência pelo tocador Banshee, ele tem ótimos recursos para organização de sua biblioteca, tem uma busca muito veloz e na minha opinião tem uma das melhores interfaces de todos os programas em GTK. Por favor não venham me dizer que não usam ele porque é escrito em Mono (vamos deixar o "xiitismo" de lado), alguns programas em C# podem até ser lentos, mas esse não é o caso do Banshee.

Uma das funcionalidade que eu sentia falta no tocador era algo que mostrasse a letra da música que está tocando, eu já tinha até encontrado um plugin uma vez, porém sua versão 0.0.0.0.0.0.1 (tá não era tanto :P), alguns bugs que os usuários relatavam e também a inexistência de um pacote para o Ubuntu acabaram me desanimando.

Nesses últimos dias eu resolvi procurar novamente um plugin para mostrar as letras das músicas e eu tive uma bela surpresa, o plugin já está na sua versão 0.4.2.1, a qual está funcionando muito bem. Para instalar é muito simples, agora existe um pacote pro Ubuntu, entrem na página do plugin Banshee Lyrics, baixe o pacote e instale normalmente. Depois é só abrir o Banshee e ativar o plugin em Editar>Plugins.

22 de maio de 2007

Instalando Anjuta 2.1.3 no Ubuntu

Um usuário recém chegado ao Linux muitas vezes se sente perdido ao procurar um IDE para programação em C/C++. Ao perguntar a um usuário mais experiente provavelmente ele receberá a resposta para usar Vim ou Emacs. Estes editores podem ser bem poderosos, mas estão longe de ser amigáveis. Depois de rejeitar um desses editores "estranhos", a próxima opção parece ser um IDE chamada Anjuta. Por mais que seja uma boa solução o Anjuta que está nos repositórios do Ubuntu é uma versão bem antiga que pode novamente lhe frustrar.

Mas nada está perdido. Você pode usar a versão novinha do Anjuta. Por que não? Esta nova versão está bem mais organizada e tem uns novos plugins bem úteis. Vamos ao passo a passo para instalação.
  1. Desinstale o Anjuta (se ele estiver instalado)
  2. Abra o terminal
  3. Digite: sudo gedit /etc/apt/sources.list
  4. Acrescente a seguinte linha ao arquivo: deb http://anjuta.org/apt ./
  5. Salve e feche o arquivo
  6. Digite ainda no terminal: sudo gedit /etc/apt/preferences
  7. Copie e cole as seguintes linhas:
    Package: anjuta
    Pin: version 2.*
    Pin-Priority: 990

    Package: anjuta-common
    Pin: version 2.*
    Pin-Priority: 990

    Package: anjuta-dev
    Pin: version 2.*
    Pin-Priority: 990
  8. Salve e feche o arquivo.
  9. Digite no terminal: sudo apt-get update
  10. Para finalizar, instale o Anjuta: sudo apt-get install anjuta
Se você necessita de um IDE bem integrada com o ambiente Gnome vale a pena conferir essa versão do Anjuta.

Também é importante lembrar que não é necessário o uso de um IDE para programar, muita gente na verdade nem gosta, mas que facilita em muitos casos ninguém pode negar.

7 de março de 2007

Monkey Messenger

Não param de surgir candidatos a messenger do Gnome. O Gaim até hoje mantém essa posição, mas quem anda a passos de tartaruga pode ser ultrapassado a qualquer momento. O nome do mais novo programa é Monkey Messenger, que tem um brasileiro no time de desenvolvimento. Inclusive ele foi muito gente boa respondendo as minhas dúvidas por e-mail... pessoal não encham a caixa de mensagens dele com perguntas bobas.

O Monkey Messenger segue a linha do Emesene, ele tenta ser um clone do Msn. Isso é bom tanto para quem está migrando, quanto para quem não aguenta a interface estranha do Gaim. Mas o melhor ainda está por vim, o Monkey Messenger já suporta foto, chamar atenção (isso é um saco) e enviar arquivos (bem mais rápido que o Gaim).

Vamos aos passos para instalação do Monkey Messenger:

  1. Instale o automake 1.9, autoconf, gtk-sharp, mono 1.1.17, mono classlibs 2.0 e gmcs
  2. Baixe o programa pelo svn com o comando: svn co https://svn.sourceforge.net/svnroot/monkeymessenger monkeymessenger
  3. Entre no diretório baixado pelo terminal
  4. Digite ./autogen
  5. make
  6. sudo make install
  7. Digite monkeymsn para executar o programa

Os novos messengers ainda não chegam ao mesmo nível do Gaim, mas o Monkey Messenger já apresenta uma vantagem, o envio de arquivos mais rápidos.

Acharam que está vindo muita coisa por aí? Então prestem atenção no Landell, esse messenger também promete.

6 de março de 2007

Todos os temas do Vim

Esse site é um verdadeiro paraíso para quem gosta de customizar o editor para deixá-lo exatamente da maneira que você deseja. O Vim vem com alguns temas instalados, porém no site dele existem dezenas de outros colorschemes que podem ser adicionados.

Convenhamos, testar tema por tema é uma tarefa muito demorada, sem contar na chatisse desse processo repetitivo. Pensando em ajudar os usuários do Vim foi criado o Vim Color Scheme Test, um site que mostra todos os temas contidos no site do Vim em uma única página sem a necessidade de instalar nenhum deles. Você também pode visualizar as cores sendo usadas em linguagens diferentes.

O site é um pouco pesado, mas vale esperar, depois é só escolher o que mais lhe agrada.

24 de fevereiro de 2007

Emesene de casa nova

Lembram-se do Emesene não lembram? Então atualizem seus bookmarks, pois ele está de casa nova, o site emesene-im.com.ar. O projeto que começou em um nível frenético de desenvolvimento parece ter colocado o pé no freio, faz tempo que não lançam novas versões, infelizmente.

A grande novidade do novo site é a presença de um fórum, o qual deve melhorar a interação dos usuários com os desenvolvedores, uma troca de informação que normalmente engrandece o projeto se as idéias que surgirem forem bem observadas.

Vida longa aos concorrentes do Gaim na corrida pelo melhor messenger gtk, afinal se não houver concorrência o desenvolvimento tartaruga vai continuar.

23 de fevereiro de 2007

ScummVM - Antigos jogos da LucasArts no seu Linux

Screenshot do ScummVM rodando Day of the Tentacle
Sam & Max, Day of the Tentacle, Maniac Manson, Indiana Jones e The Dig, você se lembra desses jogos? Ou pelo menos de alguns deles? Sim? Eles eram realmente viciantes não eram? Eu sempre senti saudade de alguns jogos dos velhos tempos e aposto que alguns de vocês também gostavam dos famosos adventures.

Eu trago uma boa notícia, podem deixar a saudade desses joguinhos de lado, você pode rodar eles tranquilamente no seu Linux usando o programa ScummVM. A coisa é mais fácil do que você poderia imaginar, se você usa o Ubuntu digite no terminal sudo apt-get install scummvm e praticamente tudo está resolvido, você só precisará "instalar" o jogo. Se você usa outra distribuição, no site do programa existe uma série de pacotes para outras distribuições.

Para adicionar um jogo ao ScummVM primeiro abra ele (Aplicações > Jogos > ScummVM), depois clique em Add game..., selecione o diretório onde se encontra o game, clique em OK e pronto o seu game já está preparado para ser executado através do botão Start.

Podem "desaposentar" aquela sua cópia antiga de um desses jogos e matar a vontade de jogar esses clássicos.

17 de fevereiro de 2007

VIM IDE - executando comandos externos

O VIM é um editor de texto que mais parece um canivete suiço, ele faz tudo e mais um pouco (sem perder a leveza). Continuando a série de dicas ensinando como usar algumas funções típicas de um IDE no VIM eu irei mostrar como executar comandos externos.

Para executar um comando externo, primeiro vá para o modo de comando, tecle ESC e depois :. Você pode digitar o comando que quiser executar precedido de uma !. Por exemplo, :!gcc meu_programa.c. Agora você pode compilar e testar seus programas sem sair do VIM.

Outro recurso interessante é a possibilidade de redirecionar a saída de um comando para o texto do documento que está sendo editado. Vamos a um exemplo para explicar melhor.

O comando seq 5 no terminal gera uma seqüencia que começa em 1, depois 2, 3 até o 5, com um número por linha. Para jogar essa saída no VIM você deve usar o comando :%!seq 5 dentro do editor.

O problema de usar o comando acima é que ele substitui o texto já existente no arquivo, o que muitas vezes atrapalha, porém o VIM não ia nos deixar na mão. Para adicionar o texto ao invés de substituí-lo posicione o cursor onde o texto será incluido e use o seguinte comando :r!seq 5.

Quanto mais você aprende a usar o VIM menos falta você sente de IDEs pesadas, que ajudam, mas que não precisam nos tornar reféns.

10 de fevereiro de 2007

Skydome - seu desktop em algum lugar do universo

Prosseguindo com minhas experiências no mundo tridimensional...

O Cubo 3D todos já conhecem, foi um dos primeiros efeitos do compiz/beryl, todos sabem também que ele pode ficar transparente, com janelas 3D, com imagens no topo e você pode até colocar uma imagem no background, o skydome.

Colocar uma imagem como fundo do cubo é bem fácil, você abre o Beryl Settings Manager, fuça um pouquinho e rapidamente encontra o que quer. Depois você começa a testar umas imagens e percebe que tem uma opção chamada cubo animado (adeus imagem estática!).

Putz, o efeito é legal parece que meu cubo está voando em algum lugar, mas as imagens não ficam boas o que eu faço?

Esse foi um problema que eu enfrentei, achar boas imagens nem sempre é fácil, porém eu não vou deixar vocês desorientados, nesse post eu resolvi colocar um link para skydomes que funcionarão no modo animado.

O link é do rapidshare (vocês sabem como baixar, nao é?) , o arquivo tem uns 20 mega e foi retirado do ótimo blog Go Beryl Go. Bom proveito.

6 de fevereiro de 2007

Consertando o sistema com o Envy

Voltei a brincar com o Beryl esses dias, como eu tinha desinstalado tudo com relação a ele eu tive que baixar alguns pacotes novamente, entre eles o driver da Nvidia que não está no repositório oficial do Ubuntu. Usando os repositórios oficiais as chances de quebrar o sistema é pequena, porém usando repositórios não-oficiais qualquer vacilo o X não inicia mais.

Adivinhem o que aconteceu com a atualização para o driver beta? Isso mesmo, erro. Eu tinha mexido em tanta coisa achando que estava fazendo tudo certo... belo engano. Eu já estava triste sem saber o que fazer, mas ainda bem que eu estou no Ubuntu, uma das distribuições mais amigáveis e com uma das comunidades mais atuantes.

A minha salvação foi um programa chamado Envy, ele corrigiu todas as besteiras que eu fiz e ainda sai com os drivers mais atuais instalados. Eu sei que muita gente não gosta de programas que instalam tudo automagicamente, entretanto aposto que todos gostariam de ter seu sistema recuperado sem muito esforço. Depois de toda essa briga o Beryl está instalado novamente.

Em breve, relatos de experimentos com o Beryl. Aguardem.

1 de fevereiro de 2007

Extensão para Nautilus - Image Resizer

Quando estou querendo fazer alguma alteração simples em uma imagem eu sempre fico me perguntando por que eu tenho que abrir o espalhafatoso Gimp, são três janelas na barra de tarefas e odeio uma barra de tarefas poluída.

Pensando nisso e apoiado nesse post sobre extensões do Nautilus, eu resolvi iniciar o desenvolvimento de uma extensão para realizar operações rápidas com imagens. O primeiro recurso será o Image Resizer, o qual, como o próprio nome diz, redimensiona uma ou mais imagens com poucos cliques.

A interface é fortemente inspirada na extensão da Bitron Software, mas nada ainda é definitivo:

interface do Image Resizer
Em breve eu estarei disponibilizando uma versão beta da extensão para que todos possam usar e com um pouco mais de tempo eu começarei a desenvolver outras extensões úteis na manipulação de imagens do dia-dia.

Queria agradecer ao Laudeci aka Pretto, por ter me ajudado com o Python todas as vezes que eu lhe perturbei no #ubuntu-br.

29 de janeiro de 2007

Mudando a cor do menu popup do VIM

O Omni Completion do VIM é um recurso maravilhoso, você completa seu código rapidamente e o programa nem parece carregar nada para gerar o menu, é muito leve, assim como todo o VIM.

O menu popup do VIM seria uma maravilha se não fosse sua combinação de cores quase cegante de fundo rosa com letras brancas. Parece que é de propósito para o usuário aprender a configurar o editor, mas pelo menos existe a possibilidade mudar.

Vamos lá, abra o seu .vimrc e adicione a seguinte linha:
highlight Pmenu guifg=white guibg=DodgerBlue4 gui=bold
Onde guifg é a cor da letra e guibg a cor do fundo do menu, que nesse caso é um bem mais agradável azul escuro.

Ficou mais bonito, certo, mas de onde você tirou o nome dessa cor DodgerBlue4? Como eu vou saber isso?

Para saber os cores disponíveis no VIM siga essa dica disponível no site deles.

28 de janeiro de 2007

Tchau Microsoft

Vi nos blogs Tux Vermelho e Rui Moura a nova boa empreitada do Debian. Assim como o Ubuntu o Debian lança seu instalar Windows com direito a uma página com domínio bem legal, goodbye-microsoft.com. Eu gosto dessas iniciativas mais agressivas para converter usuários do sistema da Microsoft para o nosso Pinguim.

O interessante de tudo isso não é apenas o fato de que agora você pode instalar o linux sem sair do Windows e nem a forma de como as distribuições estão procurando converter os usuários, o grande destaque é que podemos notar claramente a contribuição do Ubuntu para a distribuição Debian.

Não sei se vocês se lembram, mas várias pessoas se perguntavam por que criar o Ubuntu e não somente ajudar o Debian, ou ainda melhor teve gente que achou que o Ubuntu poderia fazer o Debian entrar em decadência.

Felizmente nada disso aconteceu e graças ao opensource temos projetos irmãos (ou irmãs como está escrito no site goodbye microsoft). Força para todas as distribuições Linux e tchau Microsoft!

26 de janeiro de 2007

Metisse: Isto não é um desktop 3D

Seguindo a onda de perfumaria nos desktops linux a equipe do Mandriva está desenvolvendo um projeto para enfeitar seu desktop chamado Metisse, mas que segue uma linha um pouco diferente. Para se ter uma idéia melhor ao final de cada vídeo de demonstração no seu site eles usam a frase "This is not a 3D desktop".

Eu gosto dessa preocupação das distribuições em querer agradar o usuário visualmente, isso acontece principalmente pelo crescimento de usuários comuns ao mundo linux. Mesmo gostando desses efeitos eu atualmente não utilizo nenhum, pois eu não vejo grande vantagem em usar um beryl ou compiz. A queda de velocidade do computador não compensa, já que os efeitos não trazem grandes vantagens para você.

Assistam os vídeos disponíveis no site, a maioria é só enfeite, mas eu quero destacar o vídeo que mostra as janelas dobráveis.

O que esse vídeo tem de especial?

Simples. Esse efeito bonitinho da janela dobrando foi o único que realmente facilita a tarefa do usuário, afinal, você pode precisar copiar um texto de uma janela que está por trás de outras.

Agora eu cheguei no ponto principal no qual esses projetos de efeitos em desktop deveriam dar mais atenção. Não adianta ter cubo girando e janelas flexíveis se isso não ajuda em nada. É muito difícil que alguém que não tenha um computador muito poderoso troque a rapidez de seu desktop por um monte de efeito que em semanas vão encher o saco.

Provavelmente os desenvolvedores do beryl, compiz ou mesmo do metisse não tomarão conhecimento desse post, entretanto os que estão lendo agora pensem bem se esses projetos estão no rumo certo. Efeitos são bonitos, mas a usabilidade é sempre mais agradável.

22 de janeiro de 2007

Novo Gnome Control Center no Ubuntu Feisty Fawn

Uma das novidades do Gnome 2.18 que virá instalado no Ubuntu Feisty Fawn é a presença do novo Gnome Control Center. Na minha opinião existe uma melhora significativa com o remodelado centro de controle do Gnome, porém há pontos fracos também.

O primeiro ponto que eu quero destacar é a melhora na organização dos painéis do Gnome, o que deu um ar de simplicidade (viva ao Gnome!) ainda maior.

Antes:

Depois:O segundo ponto para mim não veio para ajudar, mas parece um mal necessário para o ganho de várias outras vantagens.

Com o Gnome Control Center se tornando uma aplicação o número de cliques que você precisará realizar para chegar ao aplicativo de configuração deve aumentar. Isso parece besteira, entretanto se você por algum motivo precisar repetidas vezes acessar uma certa configuração, o modelo anterior parecerá mais eficaz.

Agora conheçam a cara do novo centro de controle, já existiam versões para baixar, mas nada incorporado no próprio Ubuntu.

Ficou bem bonito é verdade e o melhor é que além do visual o aplicativo tem uns recursos interessantes.

O que merece destaque principal e que para mim é o quarto ponto a ser destacado é o campo "filter". Várias vezes você deve ter passado os olhos e/ou o mouse pelo menu de configuração do antigo Gnome duas, três, quatro ou até mais vezes para encontrar a opção desejada. Com o recurso de filtro tudo isso vai ser facilitado. Se você quer procurar pelas opções do teclado e não está achando rapidamente o que quer é só ir lá no campo "filter" e escrever "teclado". Veja a próxima imagem para enteder melhor.


Eu particularmente gostei muito do Gnome Control Center, é um avanço para o Gnome. As vezes eu acho que faltam softwares e algumas funcionalidades básicas no gerenciador de janelas, mas ele está evoluindo muito bem e sempre apoiado na sua filosofia de simplicidade.