O TED talk do Sugata Mitra "The child-driven education" me chamou bastante atenção. O cientista conta sua experiência na realização de uma série de experimentos com crianças nos quais ele deixava elas aprenderem sozinhas usando um computador conectado à Internet. Os resultados são incríveis.
Isso tudo mostra ainda mais a capacidade da rede mundial de computadores e do conhecimento inserido nela por milhões de usuários. É estúpido limitar o acesso à Internet para os estudantes e achar que ainda hoje se deve aprender apenas sentando numa cadeira, olhando para um professor e fazendo provas.
É preciso ensinar a pescar o conhecimento ou talvez nem isso, a própria Internet ensina tudo, basta tempo e interesse.
Assistam o vídeo abaixo da apresentação do Sugata Mitra.
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30 de novembro de 2010
27 de outubro de 2010
Memória global e as eleições
Há algum tempo atrás eu escrevi três posts numa série chamada Memória Global (somos produtores de conteúdo, acessando a memória da grande rede, o que podemos esperar) sobre o mundo de informações que temos hoje na Internet e como as pessoas interagem produzindo e procurando o que querem na rede. Dessa vez eu resolvi retomar o tema voltado às eleições.
Nesse post você não vai ler críticas ou elogios a nenhum candidato, quem me segue no Twitter deve saber quem eu apoio, mas esse não é um assunto para esse blog.
A mídia em geral forma a opinião de muita gente. O que você escuta na televisão e o que você lê numa revista ou na Internet é importante para que você reflita e defina o que acha sobre um determinado assunto.
A mídia não é imparcial, por mais que eles afirmem o contrário. Não importa de qual lado esteja, sempre alguém vai colocar um pouco de si mesmo numa notícia, mesmo sem querer. Na maioria das vezes isso não é ruim, mas a preguiça de pensar pode fazer você simplesmente aceitar uma opinião como verdade absoluta.
Durante as eleições os candidatos tentam convencer os eleitores que eles têm o melhor projeto para o país, estado, cidade, etc. Além dos candidatos a mídia também fala bastante sobre as eleições e dado que não existe ninguém imparcial, a mídia de certa forma também faz campanha.
Em quem acreditar? Se ninguém é imparcial as chances dos discursos serem moldados para favorecer alguém é grande. São muitos fatos e dados, é difícil checar tudo, ninguém faz isso.
É aí que a Internet pode nos ajudar. Não dizem que a memória do eleitor é fraca? É verdade, mas a memória da rede é forte, muito forte.
Eu vou propor uma atividade simples para vocês. O Google tem uma opção para procurar em um determinado intervalo de datas. Experimentem procurar por temas relevantes a eleição em datas anteriores. Assim você pode ver quais eram as notícias publicadas nos governos anteriores. O melhor, notícias publicadas por diferentes veículos, você pode verificar a opinião de diferentes pessoas sobre assuntos dos governos passados.
A memória da Internet não falha, está tudo gravado e você pode procurar.
É dificil esconder as coisas na grande rede. Como disse Eric Schmidt, “If you have something that you don’t want anyone to know, maybe you shouldn’t be doing it in the first place.” Isso serve especialmente para vocês políticos. Seus erros e acertos estão agora gravados na Internet. Com o maior uso da banda larga e com a melhoria na educação vai ficar mais difícil mentir, pois qualquer cidadão vai poder conferir o que vocês dizem checando o passado na memória da grande rede.
6 de outubro de 2010
Aprendizado ativo
Até hoje para parte da população o consumo de informações se baseia em ler jornais e revistas e assistir televisão. O consumo de conteúdo é feito passivamente. As pessoas aceitam o conteúdo selecionado por outras pessoas e compilados em um espaço limitado, seja ele de folhas de papel ou de horários da grade de programação.
Felizmente isso está mudando muito. Com a Internet saímos de uma posição passiva para uma posição onde procuramos o que queremos ler, ouvir e assistir. Entretanto isso não é realidade para todo mundo, no Brasil apenas 24% dos domicílios estão conectados a Internet (Pesquisa TIC Domicílios 2009).
Já no ensino parece que as coisas não mudaram muito. Até hoje temos aulas onde os alunos consomem informações passivamente. Todos sentados com um professor falando. Isso é estranho.
Na industria do entretenimento temos casos reais de empresas que estão fazendo sucesso oferecendo conteúdo por demanda. O Netflix, por exemplo, oferece filmes que podem ser alugados e assistidos pela Internet. Já o seu concorrente físico, a Blockbuster, pediu concordata.
E o ensino?
Existem iniciativas fantásticas por toda rede. A Khan Academy que possui centenas de aulas gratuitas sobre diversos temas, o Youtube EDU que traz aulas de grandes universidades dos EUA e o TED com palestras incríveis sobre assuntos variados. Tudo isso em vídeo. Além de milhares de pessoas que produzem conteúdo textuais para ensinar.
Pessoas conectadas a Internet podem ter acesso a conteúdos fantásticos em qualquer lugar do mundo a qualquer hora.
Nós nunca fomos tão independentes quanto ao aprendizado. Tudo depende cada vez mais apenas de você, pois a disponibilidade de conteúdo para alguém no Brasil, EUA, Japão, Alemanha, etc. é basicamente a mesma.
Se você quer aprender programação, desenho, jardinagem, como cozinhar ou quais os melhores exercícios para uma certa parte do corpo, é só procurar isso no Google, está tudo na Internet. Eu aprendi a programar em Python apenas usando material encontrado na Internet. O mesmo aconteceu com diversos outros assuntos relacionados a informática e também a desenvolvimento pessoal. Eu não precisei esperar a televisão exibir um programa ou algum professor me ensinar na sala de aula.
Nós estamos vivendo uma mudança de paradigma, onde você pode aprender o que quiser por que gosta ou precisa e não por que os seus professores acham que você precisará no futuro. Não estou descartando a importância dos professores, eles são e sempre serão importantíssimos para sociedade, mas talvez boa parte deles precise rever a forma de conduzir as aulas numa era onde os alunos tem o acesso a informações ilimitadas. Os professores não deveriam se sentir ameaçados pela Internet, eles deveriam aproveitar a tecnologia para trabalhar melhor certos conteúdos.
O maior acesso a banda larga implica rapidamente em um maior acesso a informação. Por mais que ela possa ser subutilizada as vezes, com o tempo as pessoas amadurecem e passam aproveitar o conhecimento disponível na grande rede. Uma população bem informada é muito melhor que uma de ignorantes.
1 de setembro de 2010
Internet e educação por Isaac Asimov
O vídeo abaixo é de 1988, a Internet não era nada parecida com o que temos hoje.
"As pessoas não param de fazer coisas que gostam apenas porque elas atingem uma certa idade." (Isaac Asimov)
"As pessoas não param de fazer coisas que gostam apenas porque elas atingem uma certa idade." (Isaac Asimov)
30 de agosto de 2010
As pessoas não gostam de mudanças ou o Orkut só piora?
O Orkut é a maior rede social do país, ela é muito mais popular aqui no Brasil que qualquer outro site do gênero. Por isso podemos encontrar os tipos mais variados de usuários. Jovem, velho, rico, pobre, experiente e iniciante.
A rede social do Google sofreu uma atualização grande nos últimos dias e as reações... bem, vou comentar um pouco sobre isso.
A rede social do Google sofreu uma atualização grande nos últimos dias e as reações... bem, vou comentar um pouco sobre isso.
Uma das novidades do Orkut é a possibilidade da criação de círculos sociais. Você pode separar seus diferentes contatos em grupos, por exemplo, amigos, trabalho e família. Assim é possível enviar conteúdo apenas para grupos específicos e também filtrar as atualizações de acordo com eles. Isso é ótimo e tem tudo a ver com privacidade. Talvez você não queira compartilhar as fotos da festa da noite passada com seu chefe.
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Eu não entendo como ainda reclamam da privacidade se na verdade ela foi aumentada. Agora é possível enviar recados privados também, não precisa usar o artifício de enviar um depoimento.
O Orkut sempre foi muito criticado, mas eu digo com toda certeza que essas últimas atualizações melhoraram muito a rede social. Entretanto muita gente não compartilha essa ideia comigo. Eu já ouvi muitas reclamações. Comunidades protestando contra os novos recursos começaram a pipocar novamente. Por que?
Conversando com alguns amigos eu cheguei a conclusão que as pessoas simplesmente não gostam de mudanças. Isso exige aprender coisas novas e pode exigir também deixar de lado algo que você já sabia. Ah, queria dar os parabéns pela criação do tour dos novos recursos do Orkut, muito bem feito, pena que quase todo mundo ignora e clica em "next" até ele acabar.
Sair da zona de conforto incomoda, claro, todos sentem isso, mas é bom sair de vez em quando, os ganhos podem ser maiores do que se você continuar apenas confortável. O que realmente deveria incomodar de verdade é saber que as mudanças, pelo menos no início, são sempre consideradas ruins pela maioria das pessoas.
1 de julho de 2010
Lembretes simples com o Remindr
Eu sou fã de softwares simples que resolvem um problema de maneira rápida e bem feita. O Remindr se encaixa perfeitamente nessa categoria, ele é uma aplicação web estupidamente simples que envia lembretes para o usuário através do twitter, e-mail, jabber ou sms.
Nem todo mundo precisa de um software completo para gerenciar toda sua agenda de compromissos, muitas vezes queremos apenas um lembrete rápido. Se você, assim com eu, já passou por essa situação alguma vez, vale a pena dar uma conferida do Remindr, .
Eu usei ele hoje para me lembrar que eu precisava escrever um post sobre o serviço, foi um uso meio recursivo. Ele funcionou perfeitamente e um e-mail apareceu na minha inbox no horário exato que eu tinha definido.
23 de junho de 2010
Mais atualizações no tweet new albums
Nesses últimos dias eu reservei algumas poucas horas para implementar umas melhorias no meu pet project, o tweet new albums.
As novas funcionalidades foram feitas para melhorar a listagem dos lançamentos. A principal novidade é a separação dos albuns por data de lançamento. Isso ajuda a visualização do que é realmente novo e do que foi lançado nas semanas que passaram. A outra melhoria é visual, miniaturas das capas dos albuns lançados são mostradas ao lado do nome e das tags. Entrem no tweet new albums para conferir.
O mais legal desse projeto é que além da sua utilidade, eu sempre escuto música nova nas terças-feiras, ele já se transformou na minha cabeça várias vezes. Eu tenho alguns planos que eu posso seguir, mas até virarem realidade eles ainda devem mudar mais vezes.
1 de junho de 2010
Experiência de trabalho ainda na faculdade
Esse post é voltado para pessoas da área de computação, principalmente para quem faz software, pois essa é a área que eu estou inserido e a qual eu tenho certeza que o texto abaixo é válido.
Ainda bem que a Internet existe. Um meio tão democrático, que aproxima e que torna as pessoas um pouco mais iguais. Eu tenho acesso as mesmas informações que um estudante americano ou indiano e eu tenho acesso as mesmas ferramentas que os criadores de várias startups famosas. Você também tem isso, você está na rede.
Se nós temos tudo nas mãos, por que não fazer? O que falta?
Falta sair um pouco da zona de conforto e tentar algo diferente. Você não precisa seguir aquela linha previsível: entrar na faculdade, se formar e arranjar um emprego. Você tem tudo nas mãos para começar a fazer já.
Você pode ter grandes experiências ainda na faculdade. Algumas disciplinas são o início de projetos interessantíssimos, basta você se dedicar para fazer algo bem feito. O seu projeto pode transcender a disciplina e virar algo maior.
Você também pode criar projetos por conta própria. É muito fácil transformar uma ideia em realidade com as ferramentas que temos. O Tweet New Albums, projeto sobre o qual eu venho postando ultimamente, foi criado a partir de uma ideia simples, algumas poucas horas de programação e a infra-estrutura do appengine do Google. Colocar essa ideia no ar custou apenas o meu esforço, nada mais.
Ainda existe a possibilidade de contribuir com projetos existentes, os softwares livres estão aí. Por que não ajudar e receber como retorno uma experiência diferente do que você conseguiria se apenas estudasse para provas?
Isso funciona? Lógico. Ter projetos reais funcionando engrandecem bastante os currículos de recém-formados. Se alguém recebe uma dezena de currículos de pessoas que acabaram de sair da faculdade, como ele vai diferenciar essas pessoas? Um projeto seu pode contar muitos pontos.
O que você está esperando para começar a criar algo novo?
31 de maio de 2010
Onisciência nas redes sociais
Um assunto que me chama bastante atenção atualmente na Internet é a produção e consumo dos streams de informações na rede. Cada vez mais usamos a Internet como nossa fonte principal de informações, as mídias tradicionais estão perdendo espaço.
Existe tanta informação na Internet que consumi-las acaba se tornando uma espécie de vício. Existe um sentimento que deixar de ler algo que está disponível vai nos deixar desatualizados, quando muitas vezes o assunto que foi deixado para trás nem era importante.
Isso causa um problema, pois queremos saber tudo sobre todas as coisas e sobre todas as pessoas. Logo percebemos a inviabilidade disso, pois surgem novos streams sociais, mais pessoas entram nesses serviços, mais conteúdo é produzido e o seu dia continua com 24 horas.
Você quer passar o dia todo acompanhando a vida dos outros? E a sua? Também é bom desfrutarmos dos nossos próprios feitos. Por isso eu gosto tanto de monotasking para pessoas, de poucas distrações, etc. Não precisamos saber da vida de todo mundo a todo momento, e se fizermos isso vamos esquecer da nossa vida e de fazer coisas importantes para nós mesmos.
Eu acredito que precisamos rever a maneira como estamos consumindo os streams sociais. Não me parece correto ter vários serviços com informações redundantes e com notificações pipocando a nossa frente. É como se hoje apenas jogassem todas as informações dos streams, do jeito que elas são, na nossa cara. Cadê o google dos streams sociais para organizar tudo isso?
23 de maio de 2010
Novidades no tweet new albums
Meu novo pet project, o tweet new albums, que começou como uma grande brincadeira em criar um mashup útil para mim e talvez para outras pessoas, ganhou algumas novidades. A primeira é um layout novo, eu não tenho fração das habilidades do meu colega Diego, mas tentei fazer algo simples e funcional.
No início o tweet new albums seria apenas um usuário do twitter (@new_albums) que enviaria tweets com os álbuns lançados no dia. Além do nome da banda e do álbum, logo na primeira versão, eu resolvi que deveria colocar tags para identificar o estilo da banda que estava lançando um novo trabalho.
Depois de alguns tweets do @new_albums eu percebi que tinham várias bandas que eu não conhecia e dependendo das tags eu procurava mais sobre uma banda ou não. Eu me peguei várias vezes usando o tweet new albums para descobrir bandas novas e também soube que outras pessoas estavam fazendo isso.
Tags! Elas ganharam uma utilidade que não tinha sido prevista, passando a ser uma parte importantíssima do serviço. Pensando nisso, agora o site do tweet new albums facilita a pesquisa dos lançamentos através das tags tuitadas. Do lado esquerdo é mostrada uma nuvem de tags, ao clicar em uma delas os tweets com essa tag são listados. Também é possível clicar nas tags na lista dos tweets, facilitando ainda mais a pesquisa dos lançamentos anunciados pelo @new_albums.
Novas idéias continuando aparecendo, talvez elas se transformem e ganhem utilidades não imaginadas por mim, mas o importante é que elas continuam surgindo.
Para receber os lançamentos de novos álbuns sigam o @new_albums e para navegar entre os lançamentos e descobrir novas músicas usem o site do tweet new albums.
5 de maio de 2010
Tweet new albums
No meu último post sobre agregadores de informações eu falei sobre APIs e mashups. Nós vimos que os dados estão disponíveis, cabe aos desenvolvedores fazer bom uso e criar aplicações interessantes.
O Twitter e outras redes sociais já são parte importante do nosso consumo diário de informações, a gente se mantém ciente de acontecimentos em todo mundo através deles.
Mesmo com tantos meios para receber informações ainda existem coisas que eu não consigo saber facilmente, uma delas é o lançamento de novos álbuns de música. Eu posso ir atrás de informações sobre uma banda ou ainda posso procurar no last.fm, mas nenhum desses métodos é muito eficiente, pois exigem que eu vá atrás da informação e não o contrário, como muitas vezes acontece nas redes sociais.
Foi aí que eu resolvi dispobinibilizar as informações sobre lançamentos de álbuns para quem quiser através do twitter, basta você seguir @new_albums. O Tweet new albums é um mashup simples e útil. Eu pego dados sobre os lançamentos e sobre as bandas na Internet, combino esses dados e envio de volta para Internet de uma maneira diferente, dando um novo valor a eles.
29 de abril de 2010
Além dos agregadores de informações
A moda de disponibilização dos dados das aplicações através de APIs é ótima. Os desenvolvedores têm acesso a uma infinidade de dados para brincar com eles e criar novas aplicações. Um dos usos mais comuns dessas APIs é para criação de agregadores, eles pegam dados de vários serviços diferentes e mostram tudo em um único lugar.
Isso é útil, mas já está ficando chato ver tantos serviços fazendo a mesma coisa. São tantas fontes de informação e tantos agregadores que você passa a ser bombardeado por coisas demais, e o pior, essas coisas se repetem em aplicações diferentes. São incontáveis as vezes que eu vejo os mesmos links no Google Reader, no Twitter e no Buzz. As pessoas vão acabar se saturando, se é que já não se saturaram com tanta informação.
Ainda bem que esse não é o único tipo de mashup possível, existem aplicações que vão além e não enviam uma avalanche de informações para seus usuários. Um ótimo exemplo de uma aplicação incrível que usa várias APIs é o Siri. Através dessas APIs o Siri consegue ajudar uma pessoa a encontrar e reservar um restaurante, a comprar ingressos no cinema mais próximo, a descobrir os eventos numa cidade, etc. É um mashup realmente útil. Não foi por acaso que eles foram comprados pela Apple.
As aplicações precisam processar as informações e apresentar algo relevante para as pessoas. Chega de agregar tudo e repetir a mesma coisa diversas vezes em lugares diferentes, estamos cheios disso.
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22 de abril de 2010
Escolhas num mundo infinito
A Internet em seu estado atual proporciona tanta facilidade na disponibilização de conteúdo que hoje temos muito mais informações sobre qualquer coisa que imaginemos do que já tivermos.
Analisando esse fenômeno podemos pensar que quanto mais informações tivermos mais cada um se fecharia no seu próprio mundo, pois como você pode conseguir informações infinitas sobre o que gosta, você não sente a necessidade de buscar outro tipo de conteúdo. Antes, com menos escolhas, você não se sentia satisfeito em consumir uma pequena quantidade de informações sobre assuntos específicos, então era natural que você continuasse a procurar outros tipos de conteúdo aumentando seu conhecimento sobre diferentes áreas.
É isso mesmo que acontece? O livro The Long Tail aborda esse assunto e diz que não. Eu concordo com Chris Anderson, mas eu não concordo apenas por que sua idéia faz sentido, pois o contrário, como eu expliquei acima, também faz todo o sentido. Eu concordei com o que li no livro, pois consegui perceber que a mudança que ele descreveu aconteceu de forma bem parecida comigo.
Eu adoro ouvir música e adoro descobrir bandas novas. Antes eu recebia recomendações de amigos, ouvia algo na rádio ou na televisão. O número de sugestões era bem limitado se comparado com hoje. O que acontecia era que os estilos das músicas que eu ouvia variavam muito pouco. Eu estava fechado no meu próprio mundo de estilos musicais por falta de opções.
Sites como o Last.fm e rádios online fazem minha alegria, a recomendação automática de artistas e a possibilidade de ver o que meus amigos estão ouvindo me ajudam a descobrir novas músicas muito mais facilmente. Com um número maior de opções eu poderia ter me aprofundado no que eu já gostava e ter passado a escutar várias novas bandas nos mesmos estilos, mas isso não aconteceu. Com os poderosos sistemas de recomendação eu conheci músicas de estilos que eu nem sabia que gostava, as opções infinitas abriram minha cabeça para outras possibilidades. Ao contrário do que muita gente pode pensar, opções infinitas não isolam as pessoas em nichos restritíssimos, mas sim criam indivíduos cada vez mais diferentes que podem interagir com diversos nichos ao mesmo tempo.
5 de abril de 2010
Comunicação a distância é um problema?
Vários problemas durante o desenvolvimento de um software estão ligados à comunicação. Pode ser entre desenvolvedores, entre um gerente e os seus funcionários, entre o cliente e a equipe de desenvolvimento do projeto, não importa, são todos problemas de comunicação. Tudo isso piora quando passamos para um ambiente de desenvolvimento distribuído, com pessoas em lugares distintos, em outros fusos e com culturas diferentes. Esse modelo é muito comum em desenvolvimento open source e também entre várias empresas espalhadas pelo mundo.
Times distribuídos perdem várias formas de comunicação. Não é possível conversar no corredor enquanto se toma um café, não é possível bater no ombro do colega e tirar uma dúvida rápida, não é possível sentar ao lado de alguém e mostrar como usar aquela API nova. Times distribuídos perdem comunicação rica, face a face e em tempo real. Entretanto times distribuídos ganham algo que é feito muitas vezes apenas parcialmente em equipes tradicionais, eles ganham a persistência da comunicação.
Toda a comunicação feita pela Internet pode ser, e geralmente é, armazenada. Arquivos de lista de discussão, logs de controle de versão, dados de um bug tracking. Quantos projetos open source possuem isso? Quase todos. Isso tudo é muita informação, ela não é perdida como uma conversa no corredor, e ela está disponível para todos. Dependendo do projeto essas informações podem estar disponíveis para qualquer pessoa com acesso a Internet que seja curiosa o suficiente para mergulhar nos seus dados.
Comunicação a distância é um problema ou ainda não sabemos aproveitar sua grande vantagem?
E se criarmos um sistema de "comunicação aumentada"? Uma forma de aproveitar todo poder dessa grande quantidade de informações para melhorar a comunicação dos times de uma maneira que não seria possível numa equipe tradicional. Não teríamos mais um problema, na verdade teríamos uma solução.
Não achem isso impossível. Muita coisa na Internet funciona exatamente dessa forma, são informações numa quantidade absurdamente grande e filtros poderosíssimos para extrair sinal de tanto ruído.
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18 de março de 2010
Google vs Facebook
Semana passada, pela segunda vez, o Facebook ultrapassou o Google em número de acessos nos EUA segundo a consultoria Hitwise. Esse foi mais uma amostra da grande popularidade da maior rede social do planeta.

As redes sociais usam um filtro tão bom quanto poderosos algoritmos de busca. Sabe que filtro é esse? Os seus contatos, o que eles postam tem grande relevância para quem os acompanha. As pessoas estão usando cada vez mais as redes sociais como fonte de informações.
Isso tudo é um problema para o Google. A gigante das buscas vai perdendo território para um serviço de uma área que ela até hoje não conseguiu deslanchar, as redes sociais. O Orkut é muito popular no Brasil, mas no resto do mundo ele é praticamente irrelevante. E o Buzz? Por enquanto para mim ele apenas repete o conteúdo de outras redes sociais que eu continuo acompanhando normalmente.
A briga entre as duas empresas esquentou com os boatos do Projeto Titan, o Gmail Killer do Facebook. O Titan seria a reformulação do sistema de mensagens do Facebook que incluiria os recursos de um cliente de e-mail, inclusive seria possível enviar mensagens para seu_usuario@facebook.com. Com uma base de mais de 400 milhões de usuários, o Facebook entraria como um concorrente fortíssimo do Gmail.
Será que teremos algum contra-ataque do Google caso o Titan seja realmente lançado? O Buzz parecia ser esse contra-ataque, mas até agora ele não agradou muito. É possível também que o Google apresente melhorias no Gmail em breve, a equipe do Google revelou na SXSW que eles estão trabalhando em otimizações para o aumento da velocidade, na integração do GMail com contas do Google Apps e também na melhoria do gerenciamento de contatos.
8 de março de 2010
Por que uma pós-graduação?
Várias pessoas após terminarem a graduação optam por continuar na academia estudando os mais variados tipos de assuntos para resolver os mais variados tipos de problemas. Na minha opinião existem dois motivos para fazer esse tipo de escolha.
O primeiro é a inércia, você já está dentro de uma instituição e após concluir o curso sente que é natural seguir lá. Provavelmente você ganhará mais dinheiro, pois agora você é uma pesquisador graduado, deixando você mais confortável. Esse motivo é péssimo, se acomodar e fazer algo sem nem saber se era aquilo mesmo que você queria fazer. Pessoas acomodadas tendem a fazer um trabalho muito ruim.
O segundo motivo é mais óbvio, as pessoas escolhem fazer uma pós-graduação pois realmente desejam fazer pesquisas científicas, aprender mais e resolver problemas. Esse motivo é muito melhor, fazer algo querendo fazer não tem comparação. Sabe quando você trabalha horas e não nota o tempo passar? Você estava fazendo o que gosta.
Muitas vezes eu achei que fazer um mestrado seria uma escolha apenas por inércia, puro comodismo, mas hoje eu tenho certeza que minha escolha foi feita exatamente pelo 2º motivo. Eu queria, e ainda quero, estudar o que eu estudo e desenvolver soluções para os problemas que eu conheço dentro da minha área.
O que eu estudo?
Eu poderia responder essa pergunta com várias linhas. Eu poderia dizer que estudo engenharia de software com um foco em desenvolvimento distribuído de software. Poderia dizer que eu estudo a interação dos desenvolvedores num projeto de software através de meios de comunicação que proporcionam eles trabalharem em lugares totalmente distintos. Entretanto eu resolvi responder isso de uma forma mais simples. Olhando lá de cima, num altíssimo nível eu posso dizer que eu estudo colaboração.
Colaboração tem a ver com unir pessoas para realizar um trabalho muito melhor do que elas fariam separadamente. Não importam as barreiras existentes entre essas pessoas, o objetivo é quebrá-las e fazer com que elas não importem ou que pelos menos não afetem tanto o processo de colaboração.
Isso tem futuro? Eu realmente acredito que sim, se não o que eu estaria fazendo se nem eu acreditasse no meu trabalho? Isso não é uma questão de fé, existem razões concretas para que a colaboração seja um assunto quente a ser estudado. O ponto chave é a Internet. A Internet liga pessoas, não importa onde elas estejam, e trabalhar em grupo é algo feito pelos seres humanos desde os primórdios. Agora que as barreiras começaram a cair temos mais chances de unir as pessoas, mais oportunidades de formar equipes antes inimagináveis e mais problemas para gerenciar todo mundo. As possibilidades são incríveis.
Estudar colaboração? Sim, isso me parece uma boa idéia.
23 de fevereiro de 2010
Seus dados estão menos seguros nas nuvens?
Existem várias questões que são sempre levantadas quando alguém começa a falar sobre computação nas nuvens. Entre elas temos questões de privacidade, pois vamos deixar nossos dados nas mãos de empresas, e questões de segurança, novamente por deixar os dados sob responsabilidade de terceiros existe um receio de que eles sejam perdidos ou que alguém invada os servidores onde os dados estão armazenados e faça mal uso deles.
A maioria das pessoas costumam pensar que isso não aconteceria se os dados estivessem no seu computador pessoal. Parece que existe uma certa confiança em saber que os seus dados estão num dispositivo que se você quiser você pode pegá-lo com as próprias mãos. O HD é concreto e físico, já a nuvem é abstrata e invisível.
Esse medo de deixar os dados em servidores espalhados pelo mundo realmente faz sentido? Será que os dados nos nossos computadores não correm os mesmos riscos que os dados nas nuvens? Será que nós tomamos as mesmas medidas de segurança que os servidores de grandes empresas que armazenam dados de milhares ou milhões de pessoas?
Nosso computador pessoal não tem a mesma visibilidade que os servidores do Google, mas ele também pode ser invadido pela Internet ou ainda pode simplesmente apresentar um defeito no HD e os os dados serem perdidos para sempre. Se pensarmos bem os riscos são parecidos.
A grande diferença são as medidas de prevenção para que algum problema com os dados armazenados não causem tantas perdas. Por exemplo, estratégias de backup. Eu conheço muita gente que tem computadores pessoais que simplesmente não fazem backup dos seus dados. O perigo é grande, qualquer descuido e adeus arquivos. Num servidor especializado em armazenamento de arquivos isso é menos provável de acontecer, pois fazer backup é uma medida de segurança básica. Outro exemplo é a criptografia de dados. Quantas pessoas guardam seus dados pessoais criptografados no seu computador? Serviços especializados costumam usar com bem mais frequência a criptografia de dados. É verdade que as vezes vemos listas de senhas sendo publicadas por hackers que invadiram um servidor que guardava as senhas em texto plano, mas isso aí é incompetência de quem criou a aplicação para guardar esses dados.
Uma solução interessante que pode agradar muita gente é prover a possibilidade de copiar os arquivos das nuvens para um dispositivo de armazenamento local. É muito bom ter meus vídeos no Youtube para que eu possa acessá-los onde eu estiver e para que eu possa compartilhar com meus amigos, mas eu também posso querer ter todos eles no meu HD externo, uma cópia local, pessoal e que funciona offline. É uma questão de sincronização com as nuvens.
1 de fevereiro de 2010
Redes sociais como fonte de conteúdo
Inspirado parcialmente num outro post meu "Twitter substituindo os feeds?" eu resolvi retomar o tema e escrever mais sobre o acesso de conteúdo através de redes sociais.
Os números do Nielsen mostram que o tempo que os usuários gastam no Facebook é mais do que dobro do tempo gasto por eles no Google. Boa parte do consumo de informações desses usuários não provém mais de um sistema de busca, agora eles acompanham o conteúdo compartilhado por seus contatos numa rede social. Esse conteúdo pode variar de mensagens pessoais e fotos até links para artigos interessantes e opiniões próprias sobre um produto ou serviço.
Esse conteúdo tem duas características importantes que o diferencia do que estávamos acostumados a consumir.
A primeira é que não temos apenas grandes empresas nos bombardeando com propagandas. Os usuários comuns dividem o meio de publicação igualmente com eles. Da mesma forma que uma multinacional pode enviar um link que fala bem do seu produto, outros milhares de usuários podem fazer o contrário. Mesmo que a grande empresa seja mais influente, várias pessoas juntas acabam tendo um poder parecido ou maior.
Esse poder maior não é apenas por causa do número de usuários. É mais comum alguém acreditar na opinião dos seus amigos do que na propaganda de uma grande empresa. Isso é fácil de compreender. Você confiaria mais no que diz alguém que é pago pela empresa da qual ele está falando bem ou num usuário que não tem ligação nenhuma com a empresa, que você conhece e que simplesmente quer expressar sua opinião por que gostou muito ou teve algum problema com um produto?
A segunda característica do consumo de informações numa rede social é que não precisamos mais buscar as informações, elas simplesmente aparecem.
No caso do "Twitter substituindo os feeds?" se você possui amigos com interesses parecidos com os seus e se você assina feeds relacionados a esses interesses, com certeza seus amigos no Twitter compartilharão alguns dos links que você iria ler pelos feeds. Isso acontece porque os seus amigos também assinam alguns feeds que você assina e eles já podem ter lido um artigo antes de você e compartilhado no microblog.
Nossa rede de contatos acaba se transformando num filtro natural de informações na rede. Se antes você olharia todas as novidades nos feeds e escolheria o que é relevante para ler, no Twitter alguém já teria feito isso por você. Claro que o filtro de informações de uma outra pessoa é diferente do seu, mas se alguém compartilhou um link ou se várias pessoas compartilharam aquele mesmo link, ele tem grande potencial de ser no mínimo interessante.
Esse foi um de muitos casos que podem ocorrer. O compartilhamento de conteúdo não se resume ao Twitter e a feeds. Podemos ter muitos outros casos de substituição de uma busca mais geral e ativa para algo filtrado e passivo.
A social media é fortissíma. As pessoas antes sem acesso a grandes meios de divulgação, hoje escrevem lado a lado com grandes marcas e assim novos formadores de opiniões acabam surgindo, pois eles tem um poder de alcance muito semelhante a qualquer grande empresa. Esse poder de divulgação é potencializado pelo laço de confiança maior entre amigos em relação as empresas, é mais fácil confiar em mensagens pessoais do que em propagandas.
28 de janeiro de 2010
Grooveshark - músicas nas nuvens

O Grooveshark é uma aplicação web que toca músicas diretamente no browser. Uma ideia muito conhecida, pegaram uma aplicação existente no desktop e jogaram pra web, nenhuma novidade, qualquer um podia ter pensado nisso. Realmente podia, mas ideias simples com execuções brilhantes podem funcionar muito bem.
Um dos pontos mais fortes do Grooveshark é o seu banco de músicas, tem muitas músicas mesmo. Desde os singles mais conhecidos e lançamentos até covers e bandas undergrounds que eu nem sabia que existia. É só pesquisar pelo nome da música ou artista para receber os resultados que podem ser ouvidos no mesmo instante ou adicionados a sua biblioteca pessoal.
A velocidade do aplicativo também impressiona, as músicas são carregadas rapidamente na minha conexão de 1mb, que nem pode ser considerada top no Brasil, muito menos no mundo. O tamanho de uma música quando conectado a uma banda verdadeiramente larga passa a ser irrelevante. É como carregar uma página web a alguns anos atrás.
As músicas estão nas nuvens, você pode acessá-las de qualquer lugar com conexão à Internet. O Grooveshark funciona tão bem que eu não me importaria em disponibilizar as músicas que eu escuto na Internet para em troca ter acesso a elas em qualquer lugar que eu esteja. Existe um trade-off entre privacidade e a disponibilidade de dados nas nuvens, nesse caso, na minha opinião, vale a pena abrir mão da privacidade.
Muitas questões de privacidade são discutidas atualmente, por causa das redes sociais e da computação nas nuvens. Tem gente que acha um absurdo disponibilizar certos dados, já outras não. Tem empresas também que parecem querer forçar o usuário a abrir mão da sua privacidade, o que é errado. O usuário abrirá mão da sua privacidade se isso trouxer benefícios significativos quando ele estiver usando um serviço qualquer.
Eu estou usando bastante o Grooveshark. Quando eu queria ouvir uma música diferente, que eu não tinha no computador, muitas vezes eu recorria ao Youtube para ver um vídeo com a música, hoje eu procuro no Grooveshark, ele é mais leve e é realmente voltado para música. Ele é ótimo também para compartilhar músicas com os amigos, pois é possível enviar um link que abrirá o Grooveshark tocando uma determinada música. Para finalizar, sua maior utilidade é possibilitar o acesso a um banco muito grande de músicas em qualquer computador que eu use. De longe essa é sua killer feature.
PS: esse post foi escrito ao som de várias músicas, gostaria de compartilhar uma delas, Radiohead - Reckoner.
26 de janeiro de 2010
Memória global: o que podemos esperar
Este é o ultimo post da série Memória Global. Veja os dois primeiros posts: Somos produtores de conteúdo e Acessando a memória da grande rede. Nele vamos ver algumas tendências da área de recuperação de informação.
Várias vezes no post anterior eu mencionei o uso de outros tipos de entradas, diferentes de texto, para procurar informações na rede. Atualmente estamos vendo muita inovação nessa área, um dos principais motivos é a grande evolução dos dispositivos móveis, como o iPhone, Nexus One, etc. Esses dispositivos possuem vários sensores e meios de interação diferentes dos computadores comuns. Eles tem câmera fotográfica, sensores de proximidades, acelerômetro, microfone, meio de identificar a localização do dispositivo, entre outros.
São muito mais possibilidades de interação do que temos com um desktop que abrem um novo leque de possibilidades para inúmeras aplicações, inclusive aplicações de busca e de publicação. O Google recentemente apresentou duas tecnologias que utilizam o poder dos novos smartphones para buscar na rede de forma inovadora. O primeiro projeto é o Google Goggles, uma busca através de imagens tiradas com a câmera de um smartphone. Veja o vídeo abaixo para entender melhor como funciona:
É muito mais intuitivo e prático para alguém tirar uma foto com seu smartphone e a partir dela receber os resultados de uma busca na web.
O outro projeto do Google foi apresentado com o lançamento do Nexus One, que é a interação com o aparelho através da voz, assim possibilitando a busca usando a fala. Veja o vídeo mostrando a pesquisa utilizando a voz no Nexus One:
Mais uma tendência na procura de informações, novamente potencializada pelos dispositivos móveis, é a busca baseada na localização. Serviços baseados em localização foram considerados a segunda maior oportunidade de negócios para dispositivos móveis em 2012 pelo Gartner Group.
A grande sacada da localização é funcionar como um filtro extra para fornecer informações mais específicas para os usuários. Com essa informação é possível filtrar notícias, mapas, pessoas e muitas outras coisas, sua criatividade é o limite, e fornecer o que é mais relevante para quem se encontra na localização fornecida pelo aparelho. Um exemplo de uso da localização como filtro será o "local trends" do Twitter. Por enquanto ele só está disponível para poucos usuários, mas em breve todos devem ter acesso a esse novo recurso.
Os dispositivos móveis estão por toda parte e eles estão cada vez mais poderosos. Hoje carregamos verdadeiros computadores nos nossos bolsos. Esses equipamentos estão se tornando uma ferramenta fantástica para acesso e publicação das mais variadas informações: fotos, vídeos, texto, áudio, etc. É bem provável que os investimentos em pesquisas para esses dispositivos continuem crescendo nos próximos anos, ninguém vai querer perder o mundo de informação alcançável através de um dispositivo móvel nem a capacidade de rapidamente puxar o aparelho do bolso e em poucos minutos publicar novidades na rede.
