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22 de novembro de 2010

Construindo a Biblioteca de Babel

A Biblioteca de Babel é um conto do escritor argentino Jorge Luis Borges. Nele Borges descreve uma biblioteca que possui livros com todas as combinações possíveis de letras, espaços e sinais do pontuação. Obviamente na biblioteca existe uma imensa quantidade de livros sem sentido, mas ela também possui todos os livros já escritos em qualquer que seja a língua e todos os livros que ainda serão escritos!

Imaginar o tamanho físico dessa biblioteca foge a capacidade da minha imaginação, no máximo posso dizer que seria algo infinitamente grande. O trabalho de procurar um livro revolucionário nesse espaço todo valeria a pena? Quantos homens não morreriam tentando encontrar apenas um livro que fizesse sentido na Biblioteca de Babel?

Se você não pode achar não adianta, ou numa versão atual, se não está no Google não existe. O conteúdo da Biblioteca de Babel é descomunal, assim como o conteúdo da Internet.

Qualquer pessoa pode escrever um blog e publicar seus textos? Quanta besteira não vai surgir. Algumas pessoas reclamavam disso tempos atrás, talvez reclamem até hoje. Mas da mesma forma que a biblioteca de Borges tinha muito lixo e os livros mais brilhantes, a Internet também tem muita coisa que pode ser jogada fora e materiais tão brilhantes que não existiriam se as pessoas não tivessem a capacidade produtiva que a tecnologia atual permite.

Então parem de reclamar do ruído.

Diferente da Biblioteca de Babel o conteúdo da Internet é digital e manipulável. Com isso nós conseguimos extrair ordem a partir do caos. Agradecimentos especiais ao Google e redes sociais.

Imaginem se a Biblioteca de Babel fosse indexada e filtrada. Não teríamos palavras para descrever os resultados disso. Então vamos continuar fornecendo cada vez mais meios de publicação para as pessoas, não é ruim que elas estejam gerando conteúdo na Internet a todo momento, estamos construindo nossa pequena Biblioteca de Babel. Mas também vamos trabalhar para não acabarmos na inutilidade da biblioteca fictícia de Borges, afinal, ninguém quer morrer antes de concluir uma pesquisa na Internet, muito pelo contrário, nós queremos cada vez mais resultados relevantes e relacionados de uma maneira fácil e em pouco tempo.

12 de novembro de 2010

O navegador antissocial

Essa semana muitos sites de tecnologia nacionais e internacionais anunciaram o lançamento do RockMelt, um navegador social. Nele você se conecta e interage facilmente com seus contatos através das redes social.

Wow! Que massa... err, não.

Isso me levou a brincar no Twitter dizendo que ia desenvolver um navegador anti-social, no qual você apenas podia trabalhar, nada de procrastinar.

Apesar do tom de brincadeira, o que eu disse faz todo sentido. Muitas vezes nós queremos simplesmente trabalhar. Imagine se a todo momento no trabalho você além de fazer suas tarefas também fique conversando com três colegas. Acho que ninguém faz isso ou pelo menos ninguém que queira terminar o que tem que fazer. 

Conversas reais ou virtuais são interrupções que vão te atrapalhar durante o trabalho. Da mesma forma que é bom se concentrar num ambiente real, também é bom se concentrar no computador. Pensando assim o navegador anti-social poderia ser bem mais útil que o RockMelt.

O navegador social me parece apenas um caso de evolução da tecnologia apenas por que ela pode evoluir, não importando a real utilidade. Se é possível integrar redes sociais no browser então vamos fazer, mas será que as pessoas precisam disso?

Isso não é raro, muitos desenvolvedores adoram criar algo apenas por ser possível ao invés de tentar criar algo que seja útil mesmo que ele não saiba a viabilidade.

22 de outubro de 2010

Enganando o usuário

Esse mês eu tive a (péssima) oportunidade de pegar dois computadores com o Windows praticamente zerado para instalar algumas aplicações importantes. Como "cara da informática" eu as vezes faço uma boa ação ajudando familiares próximos com problemas nos computadores.

Durante o processo de instalação dos programas algo começou a me incomodar bastante.

Qual é a desses instaladores que praticamente te forçam a instalar um monte de crapware junto com eles? É fácil para mim ou para vocês usuários mais experientes desmarcar o checkbox que já vem marcado por padrão e não instalar várias porcarias no computador, mas pense no seu pai, mãe, avô ou tio. Eles vão clicar "next" e instalar aquela toolbar no navegador.

É uma filosofia toda ao contrário. O software é uma ferramenta que deveria te ajudar a fazer alguma coisa, não te atrapalhar com adwares e toolbars.

Isso também acontece com os sites na Internet só que de uma maneira diferente. Vocês já viram sites "ad oriented"? O principal objetivo de um site assim é fazer você clicar numa propaganda duvidosa, o conteúdo é secundário.

Eu estou criticando as propagandas? Sim. Que tipo de usuário vai para um site querendo propagandas?

Isso é enganar o usuário. Você quer apenas instalar um programa para editar uma foto, não duas toolbars. Você quer ler um texto interessante na web, não ficar procurando onde é o link para ir para o resto do texto no meio de várias propagandas maliciosas.

As empresas precisam de dinheiro, eu sei, mas um fabricante desse tipo de software está fazendo o mesmo papel de um comerciante enrolão que vende pseudo-vantagens ou que te empurra goela abaixo produtos que você não precisa.

Vocês também acham que algo está muito errado?

6 de outubro de 2010

Aprendizado ativo

Até hoje para parte da população o consumo de informações se baseia em ler jornais e revistas e assistir televisão. O consumo de conteúdo é feito passivamente. As pessoas aceitam o conteúdo selecionado por outras pessoas e compilados em um espaço limitado, seja ele de folhas de papel ou de horários da grade de programação.

Felizmente isso está mudando muito. Com a Internet saímos de uma posição passiva para uma posição onde procuramos o que queremos ler, ouvir e assistir. Entretanto isso não é realidade para todo mundo, no Brasil apenas 24% dos domicílios estão conectados a Internet (Pesquisa TIC Domicílios 2009).

Já no ensino parece que as coisas não mudaram muito. Até hoje temos aulas onde os alunos consomem informações passivamente. Todos sentados com um professor falando. Isso é estranho.

Na industria do entretenimento temos casos reais de empresas que estão fazendo sucesso oferecendo conteúdo por demanda. O Netflix, por exemplo, oferece filmes que podem ser alugados e assistidos pela Internet. Já o seu concorrente físico, a Blockbuster, pediu concordata.

E o ensino?

Existem iniciativas fantásticas por toda rede. A Khan Academy que possui centenas de aulas gratuitas sobre diversos temas, o Youtube EDU que traz aulas de grandes universidades dos EUA e o TED com palestras incríveis sobre assuntos variados. Tudo isso em vídeo. Além de milhares de pessoas que produzem conteúdo textuais para ensinar.

Pessoas conectadas a Internet podem ter acesso a conteúdos fantásticos em qualquer lugar do mundo a qualquer hora.

Nós nunca fomos tão independentes quanto ao aprendizado. Tudo depende cada vez mais apenas de você, pois a disponibilidade de conteúdo para alguém no Brasil, EUA, Japão, Alemanha, etc. é basicamente a mesma.

Se você quer aprender programação, desenho, jardinagem, como cozinhar ou quais os melhores exercícios para uma certa parte do corpo, é só procurar isso no Google, está tudo na Internet. Eu aprendi a programar em Python apenas usando material encontrado na Internet. O mesmo aconteceu com diversos outros assuntos relacionados a informática e também a desenvolvimento pessoal. Eu não precisei esperar a televisão exibir um programa ou algum professor me ensinar na sala de aula.

Nós estamos vivendo uma mudança de paradigma, onde você pode aprender o que quiser por que gosta ou precisa e não por que os seus professores acham que você precisará no futuro. Não estou descartando a importância dos professores, eles são e sempre serão importantíssimos para sociedade, mas talvez boa parte deles precise rever a forma de conduzir as aulas numa era onde os alunos tem o acesso a informações ilimitadas. Os professores não deveriam se sentir ameaçados pela Internet, eles deveriam aproveitar a tecnologia para trabalhar melhor certos conteúdos.

O maior acesso a banda larga implica rapidamente em um maior acesso a informação. Por mais que ela possa ser subutilizada as vezes, com o tempo as pessoas amadurecem e passam aproveitar o conhecimento disponível na grande rede. Uma população bem informada é muito melhor que uma de ignorantes.

23 de junho de 2010

Mais atualizações no tweet new albums

Nesses últimos dias eu reservei algumas poucas horas para implementar umas melhorias no meu pet project, o tweet new albums.

As novas funcionalidades foram feitas para melhorar a listagem dos lançamentos. A principal novidade é a separação dos albuns por data de lançamento. Isso ajuda a visualização do que é realmente novo e do que foi lançado nas semanas que passaram. A outra melhoria é visual, miniaturas das capas dos albuns lançados são mostradas ao lado do nome e das tags. Entrem no tweet new albums para conferir.

O mais legal desse projeto é que além da sua utilidade, eu sempre escuto música nova nas terças-feiras, ele já se transformou na minha cabeça várias vezes. Eu tenho alguns planos que eu posso seguir, mas até virarem realidade eles ainda devem mudar mais vezes.

1 de junho de 2010

Experiência de trabalho ainda na faculdade

Esse post é voltado para pessoas da área de computação, principalmente para quem faz software, pois essa é a área que eu estou inserido e a qual eu tenho certeza que o texto abaixo é válido.

Ainda bem que a Internet existe. Um meio tão democrático, que aproxima e que torna as pessoas um pouco mais iguais. Eu tenho acesso as mesmas informações que um estudante americano ou indiano e eu tenho acesso as mesmas ferramentas que os criadores de várias startups famosas. Você também tem isso, você está na rede.

Se nós temos tudo nas mãos, por que não fazer? O que falta?

Falta sair um pouco da zona de conforto e tentar algo diferente. Você não precisa seguir aquela linha previsível: entrar na faculdade, se formar e arranjar um emprego. Você tem tudo nas mãos para começar a fazer já.

Você pode ter grandes experiências ainda na faculdade. Algumas disciplinas são o início de projetos interessantíssimos, basta você se dedicar para fazer algo bem feito. O seu projeto pode transcender a disciplina e virar algo maior.

Você também pode criar projetos por conta própria. É muito fácil transformar uma ideia em realidade com as ferramentas que temos. O Tweet New Albums, projeto sobre o qual eu venho postando ultimamente, foi criado a partir de uma ideia simples, algumas poucas horas de programação e a infra-estrutura do appengine do Google. Colocar essa ideia no ar custou apenas o meu esforço, nada mais.

Ainda existe a possibilidade de contribuir com projetos existentes, os softwares livres estão aí. Por que não ajudar e receber como retorno uma experiência diferente do que você conseguiria se apenas estudasse para provas?

Isso funciona? Lógico. Ter projetos reais funcionando engrandecem bastante os currículos de recém-formados. Se alguém recebe uma dezena de currículos de pessoas que acabaram de sair da faculdade, como ele vai diferenciar essas pessoas? Um projeto seu pode contar muitos pontos.

O que você está esperando para começar a criar algo novo?

31 de maio de 2010

Onisciência nas redes sociais

Um assunto que me chama bastante atenção atualmente na Internet é a produção e consumo dos streams de informações na rede. Cada vez mais usamos a Internet como nossa fonte principal de informações, as mídias tradicionais estão perdendo espaço.

Existe tanta informação na Internet que consumi-las acaba se tornando uma espécie de vício. Existe um sentimento que deixar de ler algo que está disponível vai nos deixar desatualizados, quando muitas vezes o assunto que foi deixado para trás nem era importante.

Isso causa um problema, pois queremos saber tudo sobre todas as coisas e sobre todas as pessoas. Logo percebemos a inviabilidade disso, pois surgem novos streams sociais, mais pessoas entram nesses serviços, mais conteúdo é produzido e o seu dia continua com 24 horas.

Você quer passar o dia todo acompanhando a vida dos outros? E a sua? Também é bom desfrutarmos dos nossos próprios feitos. Por isso eu gosto tanto de monotasking para pessoas, de poucas distrações, etc. Não precisamos saber da vida de todo mundo a todo momento, e se fizermos isso vamos esquecer da nossa vida e de fazer coisas importantes para nós mesmos.

Eu acredito que precisamos rever a maneira como estamos consumindo os streams sociais. Não me parece correto ter vários serviços com informações redundantes e com notificações pipocando a nossa frente. É como se hoje apenas jogassem todas as informações dos streams, do jeito que elas são, na nossa cara. Cadê o google dos streams sociais para organizar tudo isso?

23 de maio de 2010

Novidades no tweet new albums

Meu novo pet project, o tweet new albums, que começou como uma grande brincadeira em criar um mashup útil para mim e talvez para outras pessoas, ganhou algumas novidades. A primeira é um layout novo, eu não tenho fração das habilidades do meu colega Diego, mas tentei fazer algo simples e funcional.

No início o tweet new albums seria apenas um usuário do twitter (@new_albums) que enviaria tweets com os álbuns lançados no dia. Além do nome da banda e do álbum, logo na primeira versão, eu resolvi que deveria colocar tags para identificar o estilo da banda que estava lançando um novo trabalho.

Depois de alguns tweets do @new_albums eu percebi que tinham várias bandas que eu não conhecia e dependendo das tags eu procurava mais sobre uma banda ou não. Eu me peguei várias vezes usando o tweet new albums para descobrir bandas novas e também soube que outras pessoas estavam fazendo isso.

Tags! Elas ganharam uma utilidade que não tinha sido prevista, passando a ser uma parte importantíssima do serviço. Pensando nisso, agora o site do tweet new albums facilita a pesquisa dos lançamentos através das tags tuitadas. Do lado esquerdo é mostrada uma nuvem de tags, ao clicar em uma delas os tweets com essa tag são listados. Também é possível clicar nas tags na lista dos tweets, facilitando ainda mais a pesquisa dos lançamentos anunciados pelo @new_albums.

Novas idéias continuando aparecendo, talvez elas se transformem e ganhem utilidades não imaginadas por mim, mas o importante é que elas continuam surgindo.

Para receber os lançamentos de novos álbuns sigam o @new_albums e para navegar entre os lançamentos e descobrir novas músicas usem o site do tweet new albums.

18 de maio de 2010

Fazer algo simples não é fazer algo fácil

Muito se fala em simplicidade, em KISS, em less is more, em minimalismo, etc. Por que?

Porque as coisas estão cada vez mais complexas. As pessoas realizam tarefas cada vez mais complicadas usando tecnologias absurdamente complexas. Não podemos, nem conseguimos entender profudamente todas as coisas que estão a nossa volta, cada vez mais precisamos de abstrações. Por exemplo, se eu quiser esquentar alguma comida, eu não preciso saber como um micro-ondas funciona, eu apenas preciso saber que posso esquentar comida usando ele, qual o tempo e potência necessários para esquentar o que eu quero, como definir o tempo e potência e onde fica o botão de ligar.

Mais simples é mais fácil de usar, não necessariamente de fazer. É um engano associar algo complexo a algo bom e desmarecer o simples por achar que é simplista. Muitas vezes uma solução simples para quem vai usar é muito complicada para quem vai fazer e por isso que só aparecem soluções complicadas. Fazer algo parecer simples pode ser muito difícil.

Não se engane, falar ou fazer algo rebuscado não te faz mais inteligente, mas com certeza fazer algo complicado parecer fácil é uma vitória de uma mente muito capaz.

14 de maio de 2010

Software livre, isso não tem a ver com guerras

Eu me impressionei semana passada com alguém ainda chamando a Microsoft de inimiga e dizendo que a missão do Software Livre era distruir a empresa de Redmond. Eu me senti voltando no mínimo uns cinco anos na minha vida.

Patentes e código fechado de certa forma são ruins. Isso tudo é conhecimento não disponível e que não pode ser usado pelas pessoas do planeta.

Por outro lado, não podemos dizer que o código fechado e patentes não trazem inovação. A Apple, uma das empresas mais fechadas do mundo, até mais que a Microsoft, sempre nos impressiona com produtos brilhantes que talvez não fossem concebidos se toda uma comunidade estivesse envolvida.

Eu não quero entrar na discussão a respeito de modelos de desenvolvimento, se é melhor construir software livre ou fechado. Isso pode ser assunto de outro post, talvez. A questão principal aqui é o conhecimento.

O que é muito bonito no software livre é a disponibilização de conhecimento e a construção de mais conhecimento em cima dos ombros de outros pessoas. Software livre tem a ver com construir, compartilhar e evoluir, não com guerras contra empresas "do mal". Isso é uma grande besteira.

Infelizmente nem sempre compartilhamos nosso conhecimento com os outros, os motivos podem ser diversos, mas por favor não digam que a culpa é de uma empresa X ou de um sistema operacional Y. Se você quer lutar, lute pelo compartilhamento de conhecimento, independentemente de ser código-fonte. Compartilhe, ensine ou melhore algo, esse movimento vai muito além dos softwares.

5 de maio de 2010

Tweet new albums

No meu último post sobre agregadores de informações eu falei sobre APIs e mashups. Nós vimos que os dados estão disponíveis, cabe aos desenvolvedores fazer bom uso e criar aplicações interessantes.

O Twitter e outras redes sociais já são parte importante do nosso consumo diário de informações, a gente se mantém ciente de acontecimentos em todo mundo através deles.

Mesmo com tantos meios para receber informações ainda existem coisas que eu não consigo saber facilmente, uma delas é o lançamento de novos álbuns de música. Eu posso ir atrás de informações sobre uma banda ou ainda posso procurar no last.fm, mas nenhum desses métodos é muito eficiente, pois exigem que eu vá atrás da informação e não o contrário, como muitas vezes acontece nas redes sociais.

Foi aí que eu resolvi dispobinibilizar as informações sobre lançamentos de álbuns para quem quiser através do twitter, basta você seguir @new_albums. O Tweet new albums é um mashup simples e útil. Eu pego dados sobre os lançamentos e sobre as bandas na Internet, combino esses dados e envio de volta para Internet de uma maneira diferente, dando um novo valor a eles.

29 de abril de 2010

Além dos agregadores de informações

A moda de disponibilização dos dados das aplicações através de APIs é ótima. Os desenvolvedores têm acesso a uma infinidade de dados para brincar com eles e criar novas aplicações. Um dos usos mais comuns dessas APIs é para criação de agregadores, eles pegam dados de vários serviços diferentes e mostram tudo em um único lugar.

Isso é útil, mas já está ficando chato ver tantos serviços fazendo a mesma coisa. São tantas fontes de informação e tantos agregadores que você passa a ser bombardeado por coisas demais, e o pior, essas coisas se repetem em aplicações diferentes. São incontáveis as vezes que eu vejo os mesmos links no Google Reader, no Twitter e no Buzz. As pessoas vão acabar se saturando, se é que já não se saturaram com tanta informação.

Ainda bem que esse não é o único tipo de mashup possível, existem aplicações que vão além e não enviam uma avalanche de informações para seus usuários. Um ótimo exemplo de uma aplicação incrível que usa várias APIs é o Siri. Através dessas APIs o Siri consegue ajudar uma pessoa a encontrar e reservar um restaurante, a comprar ingressos no cinema mais próximo, a descobrir os eventos numa cidade, etc. É um mashup realmente útil. Não foi por acaso que eles foram comprados pela Apple.

As aplicações precisam processar as informações e apresentar algo relevante para as pessoas. Chega de agregar tudo e repetir a mesma coisa diversas vezes em lugares diferentes, estamos cheios disso.

22 de abril de 2010

Escolhas num mundo infinito

A Internet em seu estado atual proporciona tanta facilidade na disponibilização de conteúdo que hoje temos muito mais informações sobre qualquer coisa que imaginemos do que já tivermos.

Analisando esse fenômeno podemos pensar que quanto mais informações tivermos mais cada um se fecharia no seu próprio mundo, pois como você pode conseguir informações infinitas sobre o que gosta, você não sente a necessidade de buscar outro tipo de conteúdo. Antes, com menos escolhas, você não se sentia satisfeito em consumir uma pequena quantidade de informações sobre assuntos específicos, então era natural que você continuasse a procurar outros tipos de conteúdo aumentando seu conhecimento sobre diferentes áreas.

É isso mesmo que acontece? O livro The Long Tail aborda esse assunto e diz que não. Eu concordo com Chris Anderson, mas eu não concordo apenas por que sua idéia faz sentido, pois o contrário, como eu expliquei acima, também faz todo o sentido. Eu concordei com o que li no livro, pois consegui perceber que a mudança que ele descreveu aconteceu de forma bem parecida comigo.

Eu adoro ouvir música e adoro descobrir bandas novas. Antes eu recebia recomendações de amigos, ouvia algo na rádio ou na televisão. O número de sugestões era bem limitado se comparado com hoje. O que acontecia era que os estilos das músicas que eu ouvia variavam muito pouco. Eu estava fechado no meu próprio mundo de estilos musicais por falta de opções.

Sites como o Last.fm e rádios online fazem minha alegria, a recomendação automática de artistas e a possibilidade de ver o que meus amigos estão ouvindo me ajudam a descobrir novas músicas muito mais facilmente. Com um número maior de opções eu poderia ter me aprofundado no que eu já gostava e ter passado a escutar várias novas bandas nos mesmos estilos, mas isso não aconteceu. Com os poderosos sistemas de recomendação eu conheci músicas de estilos que eu nem sabia que gostava, as opções infinitas abriram minha cabeça para outras possibilidades. Ao contrário do que muita gente pode pensar, opções infinitas não isolam as pessoas em nichos restritíssimos, mas sim criam indivíduos cada vez mais diferentes que podem interagir com diversos nichos ao mesmo tempo.

5 de abril de 2010

Comunicação a distância é um problema?

Vários problemas durante o desenvolvimento de um software estão ligados à comunicação. Pode ser entre desenvolvedores, entre um gerente e os seus funcionários, entre o cliente e a equipe de desenvolvimento do projeto, não importa, são todos problemas de comunicação. Tudo isso piora quando passamos para um ambiente de desenvolvimento distribuído, com pessoas em lugares distintos, em outros fusos e com culturas diferentes. Esse modelo é muito comum em desenvolvimento open source e também entre várias empresas espalhadas pelo mundo.

Times distribuídos perdem várias formas de comunicação. Não é possível conversar no corredor enquanto se toma um café, não é possível bater no ombro do colega e tirar uma dúvida rápida, não é possível sentar ao lado de alguém e mostrar como usar aquela API nova. Times distribuídos perdem comunicação rica, face a face e em tempo real. Entretanto times distribuídos ganham algo que é feito muitas vezes apenas parcialmente em equipes tradicionais, eles ganham a persistência da comunicação.

Toda a comunicação feita pela Internet pode ser, e geralmente é, armazenada. Arquivos de lista de discussão, logs de controle de versão, dados de um bug tracking. Quantos projetos open source possuem isso? Quase todos. Isso tudo é muita informação, ela não é perdida como uma conversa no corredor, e ela está disponível para todos. Dependendo do projeto essas informações podem estar disponíveis para qualquer pessoa com acesso a Internet que seja curiosa o suficiente para mergulhar nos seus dados.

Comunicação a distância é um problema ou ainda não sabemos aproveitar sua grande vantagem?

E se criarmos um sistema de "comunicação aumentada"? Uma forma de aproveitar todo poder dessa grande quantidade de informações para melhorar a comunicação dos times de uma maneira que não seria possível numa equipe tradicional. Não teríamos mais um problema, na verdade teríamos uma solução.

Não achem isso impossível. Muita coisa na Internet funciona exatamente dessa forma, são informações numa quantidade absurdamente grande e filtros poderosíssimos para extrair sinal de tanto ruído.

8 de março de 2010

Por que uma pós-graduação?

Várias pessoas após terminarem a graduação optam por continuar na academia estudando os mais variados tipos de assuntos para resolver os mais variados tipos de problemas. Na minha opinião existem dois motivos para fazer esse tipo de escolha.

O primeiro é a inércia, você já está dentro de uma instituição e após concluir o curso sente que é natural seguir lá. Provavelmente você ganhará mais dinheiro, pois agora você é uma pesquisador graduado, deixando você mais confortável. Esse motivo é péssimo, se acomodar e fazer algo sem nem saber se era aquilo mesmo que você queria fazer. Pessoas acomodadas tendem a fazer um trabalho muito ruim.

O segundo motivo é mais óbvio, as pessoas escolhem fazer uma pós-graduação pois realmente desejam fazer pesquisas científicas, aprender mais e resolver problemas. Esse motivo é muito melhor, fazer algo querendo fazer não tem comparação. Sabe quando você trabalha horas e não nota o tempo passar? Você estava fazendo o que gosta.

Muitas vezes eu achei que fazer um mestrado seria uma escolha apenas por inércia, puro comodismo, mas hoje eu tenho certeza que minha escolha foi feita exatamente pelo 2º motivo. Eu queria, e ainda quero, estudar o que eu estudo e desenvolver soluções para os problemas que eu conheço dentro da minha área.

O que eu estudo?

Eu poderia responder essa pergunta com várias linhas. Eu poderia dizer que estudo engenharia de software com um foco em desenvolvimento distribuído de software. Poderia dizer que eu estudo a interação dos desenvolvedores num projeto de software através de meios de comunicação que proporcionam eles trabalharem em lugares totalmente distintos. Entretanto eu resolvi responder isso de uma forma mais simples. Olhando lá de cima, num altíssimo nível eu posso dizer que eu estudo colaboração.

Colaboração tem a ver com unir pessoas para realizar um trabalho muito melhor do que elas fariam separadamente. Não importam as barreiras existentes entre essas pessoas, o objetivo é quebrá-las e fazer com que elas não importem ou que pelos menos não afetem tanto o processo de colaboração.

Isso tem futuro? Eu realmente acredito que sim, se não o que eu estaria fazendo se nem eu acreditasse no meu trabalho? Isso não é uma questão de fé, existem razões concretas para que a colaboração seja um assunto quente a ser estudado. O ponto chave é a Internet. A Internet liga pessoas, não importa onde elas estejam, e trabalhar em grupo é algo feito pelos seres humanos desde os primórdios. Agora que as barreiras começaram a cair temos mais chances de unir as pessoas, mais oportunidades de formar equipes antes inimagináveis e mais problemas para gerenciar todo mundo. As possibilidades são incríveis.

Estudar colaboração? Sim, isso me parece uma boa idéia.

23 de fevereiro de 2010

Seus dados estão menos seguros nas nuvens?

Existem várias questões que são sempre levantadas quando alguém começa a falar sobre computação nas nuvens. Entre elas temos questões de privacidade, pois vamos deixar nossos dados nas mãos de empresas, e questões de segurança, novamente por deixar os dados sob responsabilidade de terceiros existe um receio de que eles sejam perdidos ou que alguém invada os servidores onde os dados estão armazenados e faça mal uso deles.

A maioria das pessoas costumam pensar que isso não aconteceria se os dados estivessem no seu computador pessoal. Parece que existe uma certa confiança em saber que os seus dados estão num dispositivo que se você quiser você pode pegá-lo com as próprias mãos. O HD é concreto e físico, já a nuvem é abstrata e invisível.

Esse medo de deixar os dados em servidores espalhados pelo mundo realmente faz sentido? Será que os dados nos nossos computadores não correm os mesmos riscos que os dados nas nuvens? Será que nós tomamos as mesmas medidas de segurança que os servidores de grandes empresas que armazenam dados de milhares ou milhões de pessoas?

Nosso computador pessoal não tem a mesma visibilidade que os servidores do Google, mas ele também pode ser invadido pela Internet ou ainda pode simplesmente apresentar um defeito no HD e os os dados serem perdidos para sempre. Se pensarmos bem os riscos são parecidos.

A grande diferença são as medidas de prevenção para que algum problema com os dados armazenados não causem tantas perdas. Por exemplo, estratégias de backup. Eu conheço muita gente que tem computadores pessoais que simplesmente não fazem backup dos seus dados. O perigo é grande, qualquer descuido e adeus arquivos. Num servidor especializado em armazenamento de arquivos isso é menos provável de acontecer, pois fazer backup é uma medida de segurança básica. Outro exemplo é a criptografia de dados. Quantas pessoas guardam seus dados pessoais criptografados no seu computador? Serviços especializados costumam usar com bem mais frequência a criptografia de dados. É verdade que as vezes vemos listas de senhas sendo publicadas por hackers que invadiram um servidor que guardava as senhas em texto plano, mas isso aí é incompetência de quem criou a aplicação para guardar esses dados.

Uma solução interessante que pode agradar muita gente é prover a possibilidade de copiar os arquivos das nuvens para um dispositivo de armazenamento local. É muito bom ter meus vídeos no Youtube para que eu possa acessá-los onde eu estiver e para que eu possa compartilhar com meus amigos, mas eu também posso querer ter todos eles no meu HD externo, uma cópia local, pessoal e que funciona offline. É uma questão de sincronização com as nuvens.

19 de fevereiro de 2010

Morte às notificações

Eu sou uma pessoa que gosta de trabalhar com o minímo de distrações possíveis. Eu procuro sempre ter um ambiente calmo e o menos complicado possível para poder me concentrar e fazer o que eu necessito.

Quanto menos distrações melhor. Nada de GMail, Twitter, Orkut e Msn abertos toda hora. Eu simplesmente não conseguiria manter um nível de concentração aceitável para trabalhar se eu estivesse sempre acompanhando todas as mensagens que chegam para mim em todos esses canais de comunicação.

É comum algumas pessoas terem a necessidade de consumir muita informação toda hora, eu mesmo me sinto assim as vezes. Essas pessoas adoram notificações, alertas de tipos variados que mostram que existe algo novo numa de suas inboxes. Dessa forma elas não vão perder nada e vão sempre ser uma das primeiras a saber dos acontecimentos. Isso é demais! Na era da informação temos que agir dessa forma!

Não.

Você não precisa checar a cada 10 minutos seu e-mail, Twitter, Facebook, Orkut, o que seja. Deve ser impossível se concentrar o suficiente para produzir algo bom se você a cada 10 minutos alterna entre todas as suas inboxes para permanecer atualizado.

Algo que ajuda a racionalizar a não necessidade de checar todos os seus canais de comunicação várias vezes por hora é que quando alguém te envia um e-mail ou um reply no Twitter ou scrap no Orkut ele raramente espera que você responda no mesmo minuto. Se você responder uma hora depois ainda vai ficar tudo ok e em muitos casos você pode responder várias horas depois que não vai importar. As chances de alguém que necessita uma resposta imediata sua te enviar um e-mail, tweet, etc. é tão pequena que não vale a pena checar suas inboxes a cada 10 minutos. Você vai sacrificar a sua produtividade por algo irrelevante.

Se tem algo que atrapalha a minha concentração e que me atrai para o lado negro da força de checar inboxes a toda hora são as notificações de novas mensagens. Aqueles balõeszinhos e contadores avisando que algo foi atualizado me distraem totalmente e me levam a parar o meu trabalho atual para checar alguma inbox.

Por isso eu tomo duas decisões para qualquer aplicação que possua algum tipo de contador ou notificação. A primeira é desativar as notificações. Se eu quero ver o que tem de novo eu vou abrir a aplicação, eu não preciso que ela me diga em tempo real tudo que chega, eu não vivo para consumir informações dela a toda hora. A segunda é fechar tudo que possa ter algum tipo de informação que algo novo chegou para mim, por exemplo, a aba do GMail que mostra quantas mensagens novas eu tenho na inbox. Se aparece um "1" ali meu mouse é atraído magicamente para aba, então, eu preciso fechá-la para que ela não me distraia. Depois, quando eu terminar o que eu estava fazendo eu posso abrir o GMail e responder todos os e-mails necessários.

Mantenha-se focado. Se concentre no seu trabalho atual e depois cheque seu e-mail e suas redes sociais. Consumir informações é importante, mas é ainda mais importante produzir seu próprio trabalho.

28 de janeiro de 2010

Grooveshark - músicas nas nuvens



O Grooveshark é uma aplicação web que toca músicas diretamente no browser. Uma ideia muito conhecida, pegaram uma aplicação existente no desktop e jogaram pra web, nenhuma novidade, qualquer um podia ter pensado nisso. Realmente podia, mas ideias simples com execuções brilhantes podem funcionar muito bem.

Um dos pontos mais fortes do Grooveshark é o seu banco de músicas, tem muitas músicas mesmo. Desde os singles mais conhecidos e lançamentos até covers e bandas undergrounds que eu nem sabia que existia. É só pesquisar pelo nome da música ou artista para receber os resultados que podem ser ouvidos no mesmo instante ou adicionados a sua biblioteca pessoal.

A velocidade do aplicativo também impressiona, as músicas são carregadas rapidamente na minha conexão de 1mb, que nem pode ser considerada top no Brasil, muito menos no mundo. O tamanho de uma música quando conectado a uma banda verdadeiramente larga passa a ser irrelevante. É como carregar uma página web a alguns anos atrás.

As músicas estão nas nuvens, você pode acessá-las de qualquer lugar com conexão à Internet. O Grooveshark funciona tão bem que eu não me importaria em disponibilizar as músicas que eu escuto na Internet para em troca ter acesso a elas em qualquer lugar que eu esteja. Existe um trade-off entre privacidade e a disponibilidade de dados nas nuvens, nesse caso, na minha opinião, vale a pena abrir mão da privacidade.

Muitas questões de privacidade são discutidas atualmente, por causa das redes sociais e da computação nas nuvens. Tem gente que acha um absurdo disponibilizar certos dados, já outras não. Tem empresas também que parecem querer forçar o usuário a abrir mão da sua privacidade, o que é errado. O usuário abrirá mão da sua privacidade se isso trouxer benefícios significativos quando ele estiver usando um serviço qualquer.

Eu estou usando bastante o Grooveshark. Quando eu queria ouvir uma música diferente, que eu não tinha no computador, muitas vezes eu recorria ao Youtube para ver um vídeo com a música, hoje eu procuro no Grooveshark, ele é mais leve e é realmente voltado para música. Ele é ótimo também para compartilhar músicas com os amigos, pois é possível enviar um link que abrirá o Grooveshark tocando uma determinada música. Para finalizar, sua maior utilidade é possibilitar o acesso a um banco muito grande de músicas em qualquer computador que eu use. De longe essa é sua killer feature.

PS: esse post foi escrito ao som de várias músicas, gostaria de compartilhar uma delas, Radiohead - Reckoner.

10 de janeiro de 2010

Chrome, o melhor navegador do Linux

Há um mês atrás foi liberado para Mac e para Linux a versão beta do Google Chrome. Eu já tinha instalado o Chromium, mas nunca tinha usado ele como meu navegador principal. Quando o lançamento do beta foi anunciado eu resolvi dar uma chance e passei a usar o navegador do Google diariamente.

Para mim o Chrome é um navegador melhor em diversos aspectos do que o Firefox no Linux. Eu não esperava que o primeiro beta já possuísse uma estabilidade tão boa e a cada dia que passa eu gosto mais do navegador.

O visual clean do Chrome sempre chamou a minha atenção, eu via a interface minimalista e funcional no Windows e sabia que o Google tinha tomado uma ótima decisão. Acho que o pessoal da Mozilla também pensa assim, vocês já viram os mockups da interface do Firefox 4?

A omnibox, barra de endereço e pesquisa, do Chrome também é fantástica. O Firefox me incomodava com uma certa demora para exibir os resultados, era uma travada rápida da barra de endereço, mas era tempo suficiente para irritar um usuário. Isso felizmente não ocorre no Chrome.

A versão para Linux já veio com suporte a extensões. O Firefox ganha fácil em matéria de extensões, que é um dos pontos fortes do navegador, mas o Chrome dá os primeiros passos para trazer os desenvolvedores para o seu lado. Eu por exemplo já uso extensões do Delicious, Google Tasks e uma para abrir todos os links de email direto no Gmail.

O Chrome também tem alguns problemas. Eu sinto falta da opção de sair e salvar as abas que estão abertas. Você pode ir depois no histórico, mas não é a mesma coisa, isso exige um trabalho extra. É importante enfatizar que eu não usava tantas extensões no Firefox. Eu sei que existem pessoas que usam muitas extensões e que acham difícil se desfazer delas. Esse tipo de usuário pode discordar da minha opinião e achar o Firefox melhor que o Chrome.

Para os desenvolvedores o Chrome traz uma série de ferramentas (Menu da página atual > Desenvolvedor > Ferramentas do desenvolvedor). Eu não sei se as ferramentas do Chrome se comparam as várias extensões para desenvolvedores do Firefox, pois não tenho muita experiência com programação web. O que vocês acham, na visão de desenvolvedor web, do confronto Firefox vs Chrome? Eu gostei muito da visualização das propriedades dos elementos da página, dá para editar e ver em tempo real o resultado.

Vale a pena trocar, essa é minha opinião, mas não é só a minha, o Chrome vem ganhando market share e já ultrapassou o Safari. Se você tem problemas de lentidão e instabilidade com o Firefox como eu tinha faça um teste, instale o Chrome no Linux.

11 de junho de 2009

Project Natal e um fator além da tecnologia

Na E3 deste ano foi apresentado pela Microsoft o Project Natal, um projeto digno de ficção cientifica que deixou todo mundo de queixo caído e que fez muita gente preparar o túmulo do Nintendo Wii. Realmente não se compara, no Wii você precisa de controles para uma interação limitada e no Project Natal você só precisa do próprio corpo para possibilidades de interação bem maiores do que no sistema da Nintendo.

Mas será que o Project Natal vai arrasar sem pena o Wii? A tecnologia mais avançada sempre ganha quando falamos em video games?

Eu falo muito de Linux aqui no blog, mas isso não impede que eu admire a divisão de jogos da Microsoft. Eu espero que eles estejam atentos para um fator além da tecnologia e que as vezes parece não ser a prioridade. Eu estou falando da diversão. Foi esse mesmo motivo que levou o Wii com jogos mais simples e com gráficos claramente inferiores aos seus concorrentes a ficar no topo de vendas dos consoles da geração atual. Era díficil imaginar que o PlayStation 3 super poderoso fosse superado.

O fator simplicidade pode ser algo crucial para os vídeo games sem um controlador comum, imaginem jogar Pro Evolution Soccer fazendo a função de cada jogador, nem todo mundo conseguiria jogar uma partida inteira, o que tiraria parte da diversão. Video game é lazer, tem tudo a ver com diversão e ser real demais nem sempre é o melhor caminho.