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29 de abril de 2010

Além dos agregadores de informações

A moda de disponibilização dos dados das aplicações através de APIs é ótima. Os desenvolvedores têm acesso a uma infinidade de dados para brincar com eles e criar novas aplicações. Um dos usos mais comuns dessas APIs é para criação de agregadores, eles pegam dados de vários serviços diferentes e mostram tudo em um único lugar.

Isso é útil, mas já está ficando chato ver tantos serviços fazendo a mesma coisa. São tantas fontes de informação e tantos agregadores que você passa a ser bombardeado por coisas demais, e o pior, essas coisas se repetem em aplicações diferentes. São incontáveis as vezes que eu vejo os mesmos links no Google Reader, no Twitter e no Buzz. As pessoas vão acabar se saturando, se é que já não se saturaram com tanta informação.

Ainda bem que esse não é o único tipo de mashup possível, existem aplicações que vão além e não enviam uma avalanche de informações para seus usuários. Um ótimo exemplo de uma aplicação incrível que usa várias APIs é o Siri. Através dessas APIs o Siri consegue ajudar uma pessoa a encontrar e reservar um restaurante, a comprar ingressos no cinema mais próximo, a descobrir os eventos numa cidade, etc. É um mashup realmente útil. Não foi por acaso que eles foram comprados pela Apple.

As aplicações precisam processar as informações e apresentar algo relevante para as pessoas. Chega de agregar tudo e repetir a mesma coisa diversas vezes em lugares diferentes, estamos cheios disso.

1 de fevereiro de 2010

Redes sociais como fonte de conteúdo

Inspirado parcialmente num outro post meu "Twitter substituindo os feeds?" eu resolvi retomar o tema e escrever mais sobre o acesso de conteúdo através de redes sociais.

Os números do Nielsen mostram que o tempo que os usuários gastam no Facebook é mais do que dobro do tempo gasto por eles no Google. Boa parte do consumo de informações desses usuários não provém mais de um sistema de busca, agora eles acompanham o conteúdo compartilhado por seus contatos numa rede social. Esse conteúdo pode variar de mensagens pessoais e fotos até links para artigos interessantes e opiniões próprias sobre um produto ou serviço.

Esse conteúdo tem duas características importantes que o diferencia do que estávamos acostumados a consumir.

A primeira é que não temos apenas grandes empresas nos bombardeando com propagandas. Os usuários comuns dividem o meio de publicação igualmente com eles. Da mesma forma que uma multinacional pode enviar um link que fala bem do seu produto, outros milhares de usuários podem fazer o contrário. Mesmo que a grande empresa seja mais influente, várias pessoas juntas acabam tendo um poder parecido ou maior.

Esse poder maior não é apenas por causa do número de usuários. É mais comum alguém acreditar na opinião dos seus amigos do que na propaganda de uma grande empresa. Isso é fácil de compreender. Você confiaria mais no que diz alguém que é pago pela empresa da qual ele está falando bem ou num usuário que não tem ligação nenhuma com a empresa, que você conhece e que simplesmente quer expressar sua opinião por que gostou muito ou teve algum problema com um produto?

A segunda característica do consumo de informações numa rede social é que não precisamos mais buscar as informações, elas simplesmente aparecem.

No caso do "Twitter substituindo os feeds?" se você possui amigos com interesses parecidos com os seus e se você assina feeds relacionados a esses interesses, com certeza seus amigos no Twitter compartilharão alguns dos links que você iria ler pelos feeds. Isso acontece porque os seus amigos também assinam alguns feeds que você assina e eles já podem ter lido um artigo antes de você e compartilhado no microblog.

Nossa rede de contatos acaba se transformando num filtro natural de informações na rede. Se antes você olharia todas as novidades nos feeds e escolheria o que é relevante para ler, no Twitter alguém já teria feito isso por você. Claro que o filtro de informações de uma outra pessoa é diferente do seu, mas se alguém compartilhou um link ou se várias pessoas compartilharam aquele mesmo link, ele tem grande potencial de ser no mínimo interessante.

Esse foi um de muitos casos que podem ocorrer. O compartilhamento de conteúdo não se resume ao Twitter e a feeds. Podemos ter muitos outros casos de substituição de uma busca mais geral e ativa para algo filtrado e passivo.

A social media é fortissíma. As pessoas antes sem acesso a grandes meios de divulgação, hoje escrevem lado a lado com grandes marcas e assim novos formadores de opiniões acabam surgindo, pois eles tem um poder de alcance muito semelhante a qualquer grande empresa. Esse poder de divulgação é potencializado pelo laço de confiança maior entre amigos em relação as empresas, é mais fácil confiar em mensagens pessoais do que em propagandas.