26 de novembro de 2006

Screencast!

O screencast atualmente está em alta. Você pode encontrar tutoriais, demonstrações de recursos de um programa ou qualquer outra coisa que apareça na tela de um computador em formato de vídeo. Não é por menos, o fato de você está vendo, e muitas vezes também ouvindo, o que está realmente acontecendo faz com que a assimilação do conteúdo seja muito melhor. Como diria a velha máxima: “Uma imagem vale mais do que mil palavras”, imagina um video então :P.

Muitos dos screencasts que eu via pela rede usando linux eram sempre exportados para um formato .swf (proprietário). Então vinha na minha cabeça a seguinte pergunta: Não existe nenhum programa para capturar tela de bom nível para linux? Até que existe, mas nenhum muito amigável, sempre era algo por linha de comando (nada contra ela), ou outros que precisavam de instalações nada triviais.

Com a filosofia do Ubuntu em mãos venho apresentar um software um pouco mais humano, seu nome é recordmydesktop (mais claro impossível). Ele funcionou muito bem aqui e ainda por cima gravou em formato .ogg para ninguem botar defeito. Ainda falando em software para seres humanos eu não poderia deixar vocês na mão tendo que compilar o código fonte. Se é para ser fácil vamos ser por completo. No fórum internacional do ubuntu foram hospedados os pacotes para a versão Edgy Eft no seguinte post: http://ubuntuforums.org/showthread.php?t=294605, nesse post também podem ser encontrado alguns vídeos criados com o programa.

Agora com essa ótima ferramenta em mãos quem sabe os próximos tutoriais não venham com uma versão em vídeo? Ou melhor quem sabe eu não recrie os tutoriais antigos dessa nova forma?

Vim: manipulando abas

É fato que o suporte a abas na versão 7 do Vim foi um belo avanço e veio para ajudar a todos que usam esse poderoso editor. Mas também é fato que o vim puro não é muito amigável e ficar digitando :comandos toda hora não é muito prático, nem rápido.

Para tornar nossa convivência com as abas um pouco mais fácil nada como criar os bons e velhos maps no .vimrc.

Pensando em abas eu lembrei logo do navegador mais popular no mundo Linux, o Firefox. Quais os atalhos usados no navegador para manipular abas?

Ctrl+Tab -> Alterna entre as abas
Ctrl+T -> Cria nova aba
Ctrl+W -> Fecha aba atual

Acredito que esses atalhos são bem populares entre os usuários do Firefox, por isso pensei em reproduzir os mesmos no Vim. Entretanto os mais familizarizados com editor sabem que o Ctrl+T já é um atalho existente, o qual adiciona um Tab a linha atual, então resolvi trocar a combinação de teclas para abrir uma nova aba. Os meus atalhos ficaram da seguinte forma:

Ctrl+Tab -> Alterna entre as abas
Ctrl+O -> Cria nova aba (o “O” foi de open)
Ctrl+W -> Fecha aba atual

E para criar esses novos atalhos para o vim é preciso adicionar as seguintes linhas ao arquivo .vimrc, que fica na sua pasta home:

” Mapeamento para manipulação de abas
map :tabnext
imap :tabnexti
map :tabnew
imap :tabnewi
map :tabclose
imap :tabclosei

Pronto está dada a dica e espero que tenham entendido e gostado da ajuda para agilizar um pouco a edição de textos com o vim.

14 de novembro de 2006

Iluminando fotos no Gimp

É horrível quando tiramos várias fotos e quando descarregamos no computador vemos que as fotos estão um tanto escuras. Vários problemas podem acarretar uma mau iluminação na imagem, mas nem tudo está perdido, o Gimp pode melhorar e muito a qualidade de suas fotos escuras.

Muitas pessoas tentam aumentar o brilho, mexer no contraste e em outros controles sem entender muito bem o que estão fazendo. Essa pode ser uma maneira de clarear a imagem, mas com certeza não é mais eficiente. A melhor maneira de fazer isso, seja no Gimp ou em qualquer outro programa, é fazer alterações nos níveis das cores.

Para ajustar os níveis de cores da sua foto no Gimp siga os seguintes passos:

  1. Abra a foto escura
  2. Clique em Camadas>Cores>Níveis
  3. Clique no botão “Automático”
  4. Faça alguns ajustes manuais em “Níveis de entrada” com o canal “Valor” e/ou nos outros canais também.

Os 3 primeiros passos são sempre bem diretos, mas o quarto passo é algo mais subjetivo, você pode ir mudando os valores e ver como vai ficando a foto, se o resultado lhe agradar é só clicar em Ok e tudo está resolvido :D

Vou postar o resultado que eu obtive com uma imagem. É importante salientar que a imagem original era bem iluminada, no próprio Gimp eu diminui o brilho e o contraste gerando a imagem escura. A terceira foto foi gerada depois do processamento descrito acima, notem as semelhanças e as diferenças da imagem original.

Imagem original:

Imagem original

Imagem escura:

Imagem escura

Imagem iluminada:

Imagem clareada

Uma observação que eu gostaria de fazer é a seguinte, as vezes a imagem não está numa qualidade muito boa e o resultado do processamento pode danificar um pouco a imagem fazendo com que certas imperfeições sejam realçadas. Uma dica para amenizar o problema é a aplicação de algum filtro do tipo Blur para suavizar as imperfeições.

28 de outubro de 2006

Tema para o Beryl

Continuando minhas aventuras no novo Ubuntu resolvi instalar o Beryl, eu segui o tutorial do Hamacker e ao terminar de instalar tudo só tive um probleminha com as bordas da janelas. Rapidamente eu encontrei a solução na internet, só precisei adicionar o comando: emerald –replace na inicialização do Gnome.

Com a possibilidade de criação de temas para o Beryl de uma maneira tão simples não consegui me segurar e fui logo adaptar um dos temas que eu mais tinha gostado para as cores do meu desktop.

Selecionei o tema Scaled Black e fui trocando as cores para tonalidades de azul, fiz também alguns ajustes nas opacidades e nas bordas das janelas. Pronto em pouquíssimo tempo eu tinha um belo tema para o Beryl, que eu batizei de Scaled Bluez e como de costume não pudia deixar de compartilhar ele com os leitores do blog.

27 de outubro de 2006

Primeiras horas no Edgy

A nova versão do Ubuntu, codename Edgy Eft, saiu ontem e no mesmo dia sai correndo para baixá-la. Diferentemente do Dapper eu não usei versões beta do Edgy, então com o CD em mãos resolvi fazer uma instalação do zero.

Primeiramente fiz backups dos arquivos pessoais da pasta /home, mesmo tendo ela em partição separada nunca se sabe o que pode acontecer. Eu levei algum tempo selecionando arquivos, gravando coisas no DVD e copiando arquivos no outro computador, e como já era um pouco tarde resolvi deixar a instalação para hoje.

Coloquei o Live-CD no driver, reiniciei o computador como de costume e parti para uma instalação muito semelhante as que eu tinha feito do Dapper em outros computadores. Eu estava preocupado em como manter a pasta /home intacta, mas fiquei tranquilo quando vi que era só selecionar para não formatar a partição.

Toda instalação ocorreu bem, depois foi só reiniciar o computador, tirar o Live-CD e iniciar o Ubuntu Edgy Eft.

Até agora o sistema ta rodando muito bem mesmo, nada de anormal aconteceu e por enquanto estou baixando programas que costumo usar com maior frequência. O que me impressionou positivamente até agora foi o Firefox 2.0, muito bonito, a renderização das fonts está ainda melhor e parece não ter ficado mais pesado, e o Gnome novo, está mais rápido e até o Alacarte está mais leve (quem diria? :P).

O próximo passo depois de alguns downloads será a instalação do driver beta da nvidia para testar o Aiglx e o Beryl. Espero que tudo ocorra bem. Em breve posto mais sobre as aventuras no Ubuntu novo :D

15 de outubro de 2006

Ruby snippets para o Scribes

O Scribes é um editor muito focado no workflow, comecei a usar ele e gostei muito da velocidade proporcionada na hora de programar, o editor ainda está dando os primeiros passos, mas já tem ótimos recursos que fazem com que muita gente diga que ele será o TextMate do linux. Um desses recursos inspirados no editor do Mac são os snippets.

Os snippets nos poupa várias “tecladas”, agilizando o processo de criação de código. Melhor do que qualquer explicação é o vídeo do site do Scribes mostrando alguns dos recursos do programa, incluindo o uso dos snippets.
Como não encontrei snippets para a linguagem Ruby resolvi criar os meus (para fazer download clique aqui). O processo é bem simples, nada de arquivos texto complicados, o programa tem um editor de templates. Para criar um snippet você só precisa definir a palavra que terá que ser digitada, e depois definir o que irá aparecer após você teclar TAB. Para usar o meu arquivo é só importá-lo no editor de templates.

Quem quiser contribuir com o arquivo de snippets para torná-lo mais completo, é só adicionar e/ou modificar os snippets no editor de templates e depois clicar em exportar.

5 de outubro de 2006

Instalando o JRuby no Ubuntu

Com a notícia que a Sun tinha contratado os criadores do JRuby achei que a coisa deve ser boa mesmo e me interessei em dar uma olhada nele para tentar usar algumas das inúmeras bibliotecas que existem para Java. A primeira coisa que fiz foi baixa-lo, mas logo vi que não existiam instruções específicas para instalação no Ubuntu.

Pesquisei e perguntei no fórum do RubyonBr e o pessoal conseguiu me ajudar. Com as informações que eu juntei resolvi criar um how-to ensinando como instalar o JRuby no Ubuntu e assim ninguém vai precisar sair perguntando e fuçando o google por algumas horas.

Para começar faça o download do JRuby: dist.codehaus.org/jruby/jruby-bin-0.9.0.tar.gz e descompacte o arquivo em um diretório a sua escolha.

Agora você precisa setar duas variáveis no sistema, JRUBY_HOME e JAVA_HOME. O JRUBY_HOME deve conter o diretório onde você descompactou o JRuby, para isso digite no terminal:

export JRUBY_HOME=/diretorio/do/jruby

A variável JAVA_HOME deve apontar para o diretório onde está o JDK. Eu consegui rodar o JRuby com o Java 1.5 da sun e o diretório dele no Ubuntu é /usr/lib/jvm/java-1.5.0-sun-1.5.0.06. Logo para setar a variável digite no terminal:

export JAVA_HOME= /usr/lib/jvm/java-1.5.0-sun-1.5.0.06

Outro passo importante é criar um link para o jruby dentro da pasta /usr/bin, dessa forma você poderá executar o jruby apenas digitando o nome no terminal em qualquer diretório que você esteja. Para isso digite no terminal:

cd /usr/bin
sudo ln -s /diretorio/do/jruby/bin/jruby

Para testar se tudo está funcionando bem entre no diretório /bin dentro da pasta do JRuby. Nela você encontrará vários executáveis incluindo o jirb, o shell interativo do JRuby. Para executa-lo digite:

./jirb

Agora você pode testar os comandos suportados pelo Ruby como se estivesse no irb.

Ainda não fiz os testes que eu queria com o JRuby, mas em breve postarei alguns resultado obtidos com ele e comentarei sobre alguns pontos que chamarem atenção tanto positivamente quanto negativamente.