7 de janeiro de 2010

Novo domínio

O blog agora tem um domínio próprio, www.yurimalheiros.com, e um novo e-mail para contato, contato@yurimalheiros.com.

Fazia tempo que eu queria comprar esse domínio e juntando com aquela empolgação de começar coisas novas no início do ano eu fui lá e comprei. Muito barato, não vejo motivos para não fazer isso, se você tem um blog ou site pessoal não espere muito como eu.

O endereço do feed continua o mesmo, não precisam se preocupar em alterar os leitores de feeds nem agregadores. O que também continua é o domínio antigo, ylog.blogspot.com, vocês podem continuar acessando os posts por ele normalmente.

Domínio novo sem atrapalhar quem usa os links antigos :D

28 de dezembro de 2009

Apresentações sem slides

Os comentários do post anterior me motivaram a escrever um pouco mais sobre apresentações. Dessa vez eu levarei o assunto para outro caminho. Se no último post eu escrevi muito sobre slidewares, neste eu abordarei apresentações sem nenhum slide.

Usar slides não é o fator chave do sucesso de uma apresentação, muitas vezes esse meio de apresentar informações é eficaz, mas ele não é o único. Você pode conseguir atingir seu público com uma eficácia igual ou melhor usando um quadro ou apenas falando. Dependendo do apresentador e da mensagem que ele deseja passar outros meios de apresentação podem se encaixar muito bem.

Pensem numa aula de matemática, a velha formula de caneta e quadro me parece melhor do que passar slides com os passos para solução de um problema. Uma demonstração de um novo produto ao vivo para o público também me parece mais atrativa do que mostrar apenas slides com as funcionalidades e características dele.

Os vídeos abaixo são de uma apresentação de Steve Jobs quando ele ainda estava na NeXT. Eu assisti eles pela primeira vez num post do Presentation Zen há uns 2 anos. Jobs utiliza para apresentação um quadro branco, várias canetas de cores diferentes, toda sua habilidade para falar e nenhum slide. Ele mostrou muito bem com esses recursos em que setor sua antiga empresa iria atuar, como estava o mercado, quais eram as empresas concorrentes, etc.



A apresentação depende do apresentador e cabe a ele escolher o melhor meio para apresentar as informações que vão auxiliar na passagem da informação para o público. Slides são ricos visualmente e fornecem inúmeras possibilidades para o apresentador, mas eles não são a única maneira. Por isso não se prenda muito, pense antes o que é melhor e em seguida trabalhe em cima da sua decisão, nunca esquecendo do público, a apresentação é para eles.

15 de dezembro de 2009

Apresentações, você provavelmente está fazendo errado

No mundo acadêmico eu vejo com muita frequência apresentações digitais, usando um slideware (Powerpoint, Keynote, etc) e um datashow. Os assuntos podem ser os mais variados e os apresentadores também, as vezes são alunos ou professores ou outros profissionais experientes. Sabem o que essas apresentações tem em comum? A maioria delas são uma droga. Claro que existem exceções, já vi apresentações brilhantes e outras regulares, mas a grande parte delas faz os espectadores pensarem apenas no horário que eles vão poder sair e ir embora. Triste, porém verdade, e acredito que isso ocorra também fora das universidades.

O grande problema está no formato das apresentações, criou-se uma ideia de que existe apenas uma forma de fazer slides e que não se pode desviar muito da receita moldada pelos slidewares. O agravante é que o senso comum tem uma visão praticamente toda errada sobre como fazer apresentações digitais. Você acha que está acertando, mas na verdade está piorando cada vez mais.

Bullet points! Quantas apresentações você já viu sem eles? Poucas. Pois é isso que aparece quando se cria um novo slide no Powerpoint e é isso que dá um visual sério e profissional a apresentação. Cada ponto deve conter uma frase com o assunto que o apresentador deve falar, assim ele lembrará o que tem que dizer e a plateia acompanhará mais facilmente a apresentação.

Ilusão.

A maioria das apresentações sérias e profissionais além de chatas falham no seu principal objetivo. Passar uma mensagem! Isso que deveria acontecer numa apresentação. Os espectadores deveriam sair com alguma coisa nova na cabeça diferente do sentimento de tempo perdido por assistir uma apresentação ruim. Repetir tudo que o apresentador fala nos slides não vai garantir uma melhora na comunicação, muito pelo contrário, isso atrapalha.

Não vou parar para citar problemas e soluções para apresentações, existem pessoas muito mais capacitadas do que eu nessa área e que já escreveram bastante sobre isso. Quem conhece o blog Presentation Zen e também o livro com o mesmo nome (existe uma versão em português) escrito pelo Garr Reynolds ou o livro da Nancy Duarte e os trabalhos da Duarte Design deve ter percebido facilmente que minhas ideias são inspiradas neles. Se quiserem saber mais como melhorar suas apresentações vale muito a pena ler o blog e livros citados.

Vou focar apenas no ponto a seguir. O apresentador é você e a atenção deve ser voltada para você. Os slides auxiliam a apresentação fazendo com que sua mensagem seja passada mais eficientemente. O que normalmente acontece é o contrário. A atenção é voltada para os slides, o apresentador apenas lê o texto contido nele (todos são alfabetizados na sua plateia?) e eventualmente faz um comentário. Esses slides não ajudam em nada a plateia, eles acabam sendo feitos para o apresentador recordar o que tem que falar. Lembre-se a apresentação é para o público.

Na teoria parece fazer sentido, mas e na prática? Como uma apresentação "diferente" é recebida por quem está assistindo e talvez te avaliando?

A algum tempo eu comecei a criar apresentações menos convencionais, tomando como objetivo principal a ideia citada acima e usando técnicas aprendidas principalmente com os textos do Garr Reynolds. Resultado? Quanto mais eu fugia do "normal" e do "sério" mais as pessoas gostavam das minhas apresentações.

Eu fiquei surpreso com minha primeira apresentação em que fugi totalmente do padrão. Ela tinha muitas fotos, algumas frases com fonte grande, vídeos, um apelo visual forte e nenhum bullet point. No final as pessoas me elogiaram, vinham falar comigo pessoalmente e eu percebia que elas realmente tinham gostado, não era apenas por educação. As pessoas não costumavam elogiar minhas apresentações daquela forma, tinha algo diferente.

Eu fiquei muito feliz com isso, você sente que seu esforço foi reconhecido (eu não disse que seria fácil), e me fez perceber que sair do convencional nas apresentações dava resultado.

E não foi só dessa vez que isso aconteceu e nem só comigo. Já ouvi amigos falando que tentaram usar a mesma abordagem que eu ou pelo menos algo parecido, mesmo com receio das pessoas não gostarem de ver slides "não-sérios", e os resultados obtidos foram ótimos, no final todos gostaram e elogiaram.

Perceber que você está indo bem não se resume apenas ao final da apresentação. Quando você está na frente de uma plateia é possível ver o rosto de várias pessoas e ouvir suas reações. Muitas vezes eu já presenciei alguém sorrindo discretamente surpreso com algo diferente e que prendia tanto a atenção.

Tentem algo diferente, leiam sobre apresentações, assistam boas apresentações (Steve Jobs, TED talks, etc.) e o mais importante se preparem. Fazer apresentações mais eficazes não é mais fácil, muito pelo contrário, é mais difícil. É mais difícil fazer bons slides, é mais difícil se preparar para uma apresentação onde não se tem uma "cola" nos bullet points, é mais difícil se preocupar com a plateia ao invés de com você. Entretanto todo esse trabalho extra é convertido numa apresentação muito melhor, que os espectadores vão gostar de assistir e que vai fazer eles aprenderem algo. Numa apresentação o que você precisa é que as pessoas na plateia entendam suas ideias como você entende.

2 de novembro de 2009

Computadores são multitarefa, pessoas não

Todos os dias as pessoas estão tentando ser mais produtivas, fazer o máximo de tarefas possíveis no menor espaço de tempo possível. Parece que nunca fomos tão ocupados, mesmo tendo fantásticas ferramentas para nos auxiliar, por exemplo, os computadores.

Para conseguir realizar muitas tarefas é comum começar a fazer várias delas ao mesmo tempo. Ler um artigo, montar uma apresentação, ouvir música, atualizar o Twitter e ainda conversar com um amigo. Você está fazendo cinco atividades ao mesmo tempo! Produtividade invejável!

Isso é o que muitos pensam, mas essa produtividade não passa de uma ilusão.

É isso que vários artigos na Internet, livros e alguns estudos científicos defendem. Eles incentivam o Mono Tasking. Posso dizer por experiência própria que além da idéia fazer sentido ela funciona muito bem quando eu consigo aplicar. Fazer muitas coisas ao mesmo tempo faz com que você faça várias coisas mal feitas ao mesmo tempo.

Mas eu continuo fazendo mais coisas em menos tempo!

Nem sempre isso é verdade. O ato de mudar entre uma tarefa e outra não é tão simples na cabeça da gente. Nós levamos um certo tempo para nos adaptar e assim começar a produzir com nossa capacidade máxima. Então fazer uma tarefa completamente e em seguida a próxima pode sim levar um tempo menor do que fazer todas em paralelo.

Manter-se focado num computador conectado a Internet é uma tarefa complicada. Temos muitas distrações. Email, Twitter, feeds, IM, entre outros. Estamos sempre querendo checar nossas inboxes, mesmo que muitas delas (ou todas) possam esperar.

Não vou mentir dizendo que eu consigo fazer isso sempre, eu acho muito difícil, entretanto quando preciso ser produtivo e necessito de concentração eu tento ficar o máximo desconectado possível. Toda a comunicação e interação trazida pela Internet é ótima, mas existem momentos que precisamos ficar só para deixar nossa criatividade fluir e assim construir grandes coisas.

28 de outubro de 2009

O que ando fazendo

Faz muito tempo que eu não posto nada aqui, tenho que admitir que o Twitter desviou várias possíveis postagens do blog para ele. Nesse tempo todo eu não desapareci, nem parei de trabalhar, eu só estava achando que não tinha nada que merecia um post no blog ao invés de um post no microblog.

Desde o início do ano eu comecei o mestrado no CIn - UFPE, foi uma correria a saída da graduação e a entrada imediata na pós-graduação. Eu estou estudando desenvolvimento distribuído de software (DDS), onde os membros da equipe não estão todos no mesmo lugar. Tudo a ver com open source, não? De fato as pesquisas do nosso grupo envolvem DDS, open source, redes sociais, etc.

Eu estou estudando muito, lendo, pesquisando, tendo milhares de dúvidas, solucionando parte delas e tendo mais milhares de novas dúvidas. Estou louco para botar a mão na massa, mas isso fica um pouco mais para frente.

O Mark Zuckerberg, criador do Facebook, sempre fala que gosta de "build stuff" (criar coisas). Eu posso dizer que eu tenho essa inquietação para criar coisas também. Está certo que ele construiu uma coisa bem grande, importante e lucrativa, não estou me comparando a ele nesse sentido.

Por isso eu continuo construindo uma coisa chamada TextFlow, o branch principal está ativo e pode ter certeza que novidades aparecerão no futuro. O próximo grande passo do TF é facilitar a participação dos usuários para inclusão de novas funcionalidades e para criar suas próprias customizações. Se você quiser participar do projeto com código, traduções, reportando bugs, dinheiro, dando sugestões, reclamando ou fazendo um elogio, você será bem vindo. Eu já ia esquecendo o TextFlow também tem seu perfil no Twitter para vocês acompanharem as novidades do projeto.

Por enquanto eu não comecei nenhum um novo projeto, mas não garanto que isso fique assim por muito tempo. Minha lista de idéias só cresce e minha vontade de implementar alguma idéia nova também cresce junto.

Você pode estar se perguntando se eu vou continuar postando no blog. A resposta é sim, mas não sei com que frequência. Não quero fazer posts apenas pra encher linguiça e tomar o tempo de vocês. Os posts sempre terão conteúdo original que acrescente algo para quem estiver lendo. Links, quotes, pensamentos aleatórios e mensagens rápidas eu compartilho com vocês pelo Twitter, me sigam.

19 de julho de 2009

TextFlow 0.2.9 (0.3 unstable)

Juntamos nossas forças e finalmente lançamos a versão 0.2.9 do TextFlow!

Quero agradecer ao TextFlow Team e a todos que já colaboraram com o projeto. Fazia algum tempo que tínhamos terminado todas os recursos dessa nova versão, mas faltava o passo final para trazer para todos o TextFlow 0.2.9.

Com a nova versão também preparamos o site do projeto: www.textflowproject.org. Lá vocês poderão ver recursos do editor, como instalá-lo, incluindo um repositório para Ubuntu, a documentação do projeto e como contribuir.

Quais as novidades dessa nova versão?

Novo navegador de arquivos: mais organizado e com alguns recursos extras.

Goto line: uma barra, semelhante a barra de pesquisa, para posicionar o cursor em uma linha escolhida.

Mais snippets: Novos snippets incluídos.

Abrir arquivos em novas abas diretamente do Nautilus: se o Textflow já estiver aberto novos arquivos serão abertos em novas abas no editor que estiver executando.

Mais ferramentas para edição: Converter tabs em espaços e vice-versa e mover linhas para cima ou para baixo.

Gerenciador de Linguagens: Nessa versão foram incluídos os primeiros recursos para linguagens específicas. Agora não só os snippets são separados por linguagens, qualquer funcionalidade pode ser customizadas para funcionar apenas em um tipo de arquivo. O TextFlow identifica qual a linguagem da aba atual e consegue alterar seu estado para que determinados recursos fiquem disponíveis para o usuário.

Nas próximas versões cada vez mais linguagens deverão ganhar novos recursos e também será possível no futuro a criação de plugins para as linguagens pelos usuários.

Ajuda: Está disponível no nosso site a documentação do TextFlow para que o usuário conheça suas funcionalidades e possa aprender e tirar algumas dúvidas sobre o editor.

11 de junho de 2009

Project Natal e um fator além da tecnologia

Na E3 deste ano foi apresentado pela Microsoft o Project Natal, um projeto digno de ficção cientifica que deixou todo mundo de queixo caído e que fez muita gente preparar o túmulo do Nintendo Wii. Realmente não se compara, no Wii você precisa de controles para uma interação limitada e no Project Natal você só precisa do próprio corpo para possibilidades de interação bem maiores do que no sistema da Nintendo.

Mas será que o Project Natal vai arrasar sem pena o Wii? A tecnologia mais avançada sempre ganha quando falamos em video games?

Eu falo muito de Linux aqui no blog, mas isso não impede que eu admire a divisão de jogos da Microsoft. Eu espero que eles estejam atentos para um fator além da tecnologia e que as vezes parece não ser a prioridade. Eu estou falando da diversão. Foi esse mesmo motivo que levou o Wii com jogos mais simples e com gráficos claramente inferiores aos seus concorrentes a ficar no topo de vendas dos consoles da geração atual. Era díficil imaginar que o PlayStation 3 super poderoso fosse superado.

O fator simplicidade pode ser algo crucial para os vídeo games sem um controlador comum, imaginem jogar Pro Evolution Soccer fazendo a função de cada jogador, nem todo mundo conseguiria jogar uma partida inteira, o que tiraria parte da diversão. Video game é lazer, tem tudo a ver com diversão e ser real demais nem sempre é o melhor caminho.